O novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, acenou nesta terça-feira com mudanças na política de preços da Petrobras.
"Eu acredito que, crescentemente, a Petrobras fará suas decisões de preço como uma empresa", disse o ministro, que fará parte do Conselho da petrolífera estatal, ao ser questionado se a empresa poderá fazer uma flutuação de preços que acompanhe o mercado.
Nos últimos anos, o governo vinha sendo criticado por manter os preços do combustível artificialmente baixos no mercado doméstico para ajudar no controle da inflação. A política teria prejudicado os cofres da Petrobras.
Mais recentemente, porém, a baixa do preço do petróleo fez com que os preços do combustível praticados no Brasil passassem a ser maiores que os do mercado internacional.
"É claro que ela (a Petrobras) é uma empresa dominante e tem de tomar lá seus devidos cuidados", disse Levy.
"Não tenho elementos para avaliar como era antes, mas minha sensibilidade indica que ela vai cada vez mais tomar decisões de peso segundo avaliação empresarial."
Para Adriano Pires, presidente do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura (CBIE) ainda é cedo para avaliar que influência Levy deve ter na empresa.
"O ministro da Fazenda anterior, Guido Mantega, era presidente do Conselho e teve uma influência que não foi boa", opina.
"As declarações (de Levy) parecem ir na direção correta. Mas o ideal, para alinhar a Petrobras às práticas de mercado, seria que o seu Conselho não fosse presidido pelo Ministro da Fazenda. Caso contrário, será mais difícil fazer com que a empresa deixe de ser usada como instrumento da política econômica."