NovaCana

Leilão da Usina Decasa encerra sem comprador pela segunda vez

decasa 221117Administradores da massa falida aguardam relatório oficial para definir os próximos passos

NovaCana 4 min de leitura

O parque industrial da Decasa Açúcar e Álcool, localizado em Marabá Paulista (SP), foi a leilão novamente nesta segunda-feira (20) e, mais uma vez, não recebeu lances. Realizada pelo Leilão Judicial Eletrônico, a hasta começou às 15h e foi encerrada sem sequer receber uma proposta do lance mínimo.

Essa é a segunda vez que isso acontece. A primeira foi em agosto de 2016, quando a usina foi leiloada por 16 dias, com vários lotes diferentes, todos sem receber propostas.

O advogado Ely de Oliveira Farias é o administrador judicial da Decasa desde o pedido de recuperação judicial da usina, em 2010, e afirma que agora é necessário esperar o relatório oficial do leiloeiro para entender o que está dificultando a venda e analisar se essa continua sendo a melhor opção. “A lei permite que interessados façam propostas de compra direta, inclusive com valores menores do que o da avaliação, para podermos agilizar o processo e quitar a quantidade razoável de dívidas acumuladas ao longo dos anos”, explica Farias.

Com bens avaliados em mais de R$ 121,65 milhões – que envolvem uma área de 45,69 hectares com uma grande unidade industrial, veículos, máquinas e equipamentos agrícolas, e o estoque –, a usina, que teve sua falência decretada em 2015, aguarda os próximos passos.

Leia mais:
- Destinação do dinheiro da venda
- Situação atual da usina
- Perspectivas de venda

O parque industrial da Decasa Açúcar e Álcool, localizado em Marabá Paulista (SP), foi a leilão novamente nesta segunda-feira (20) e, mais uma vez, não recebeu lances. Realizada pelo Leilão Judicial Eletrônico, a hasta começou às 15h e foi encerrada sem sequer receber uma proposta do lance mínimo.

Essa é a segunda vez que isso acontece. A primeira foi em agosto de 2016, quando a usina foi leiloada por 16 dias, com vários lotes diferentes, todos sem receber propostas.

O advogado Ely de Oliveira Farias é o administrador judicial da Decasa desde o pedido de recuperação judicial da usina, em 2010, e afirma que agora é necessário esperar o relatório oficial do leiloeiro para entender o que está dificultando a venda e analisar se essa continua sendo a melhor opção. “A lei permite que interessados façam propostas de compra direta, inclusive com valores menores do que o da avaliação, para podermos agilizar o processo e quitar a quantidade razoável de dívidas acumuladas ao longo dos anos”, explica Farias.

Com bens avaliados em mais de R$ 121,65 milhões – que envolvem uma área de 45,69 hectares com uma unidade industrial, veículos, máquinas e equipamentos agrícolas, e o estoque –, a usina, que teve sua falência decretada em 2015, aguarda os próximos passos.

A expectativa com a venda é pagar os valores devidos aos mais de mil trabalhadores que foram demitidos a partir de 2013 – dois anos antes da empresa decretar falência – e deram início a processos jurídicos. Conforme Farias, a ideia é que até o fim do ano seja divulgado se a venda seguirá sendo por leilão ou se a empresa estará aberta para propostas diretas.

Capacidade produtiva

A Decasa Açúcar e Álcool foi fundada em 1993 com o objetivo de produzir etanol hidratado. Porém, a empresa não conseguiu contornar os efeitos da crise que dizimou as empresas mais expostas. Após anos tentando soluções, as dívidas se acumularam até ficarem insustentáveis. Entre 2010 e 2015, a usina entrou com vários planos de recuperação judicial, porém, não conseguiu cumprir seus compromissos e, após a rejeição de um novo plano por parte dos credores, teve sua falência decretada.

Quando estava em amplo funcionamento, segundo o laudo de Avaliação Patrimonial fornecido pela MBF Agrobusiness, a Decasa apresentava uma produtividade média de 70 toneladas de cana-de-açúcar por hectare a cada ciclo. A usina ainda tinha capacidade de moer 1,4 milhões de toneladas de cana por safra, além de autorização para produzir até 600 mil litros de etanol hidratado por dia e estrutura para a fabricação de 600 mil toneladas de açúcar por safra.

Também segundo o documento, realizado após a declaração de falência da empresa, o canavial ainda possui bom potencial para a produção de cana-de-açúcar, especialmente devido às condições do clima e do solo. A localização também é favorável, por ser próxima das principais vias de escoamento da região e não concorrer com outras usinas próximas. O laudo ainda aponta que a estrutura industrial da usina estaria bem conservada e em condições operacionais, ainda que dependente da reposição de alguns equipamentos.

Rafaella Coury – NovaCana
Com colaboração de Mariana Ohde

Compartilhar: