Cogeração de energia

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Leilão de baterias não exige regulamentação exaustiva, diz diretor-geral da Aneel


Reuters - Publicado: 25 Ago 2025 - 09:55

A contratação de baterias e sistemas de armazenamento de energia para o setor elétrico brasileiro não exige uma regulamentação “exaustiva”, avaliou nesta sexta-feira, 22, o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Sandoval Feitosa.

“A agência entende que, para fazer licitação de baterias como ativo de transmissão, não necessitaríamos de uma regulamentação exaustiva, nós podemos regular por edital de cada licitação. Acho que nós temos um ambiente bastante favorável”, afirmou ele à Reuters, após participar de evento do Lide, no Rio de Janeiro.

O órgão regulador do setor elétrico está na etapa final da regulamentação das baterias e sistemas de armazenamento como ativos de geração e consumo de energia. Os diretores começaram a votar o tema neste mês, mas o processo foi suspenso por pedido de vista do diretor Fernando Mosna. A discussão será retomada na reunião da próxima terça-feira, 26.

Segundo Feitosa, o armazenamento de energia em larga escala tende a ser solução mais viável para acomodar todas as fontes energéticas e seus diferentes atributos.

As tecnologias de armazenagem ganharam relevância nos últimos anos devido ao crescimento das fontes renováveis eólica e solar, que têm geração intermitente e não controlável pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

O diretor-geral da Aneel também comentou sobre o crescimento da geração distribuída de energia solar, segmento que tem levantado discussões no âmbito do governo devido às complexidades que traz para o ONS.

Sem poder controlar a geração descentralizada, pulverizada em milhões de pequenos sistemas solares, o ONS tem tido cada vez mais dificuldade para garantir a segurança do fornecimento de energia aos consumidores.

Segundo Feitosa, do ponto de vista tecnológico, não há como o ONS operar a geração distribuída. “Mas temos que evoluir com o DSO (sigla para operador de sistemas de distribuição), que é dar uma maior competência para a distribuidora fazer a gestão dos seus sistemas elétricos”, defendeu.