Dos 14 projetos de térmica a biomassa habilitados para o leilão A-5 realizado na última sexta-feira (13), apenas cinco foram contratados, sendo quatro a bagaço de cana: Santa Cândida II (SP), Santo Ângelo (MG), Vista Alegre I e II (ambas em MS).
Estas usinas venderam um total de 14.987.025,9 MWh de energia, a um preço médio de R$ 133,38 por MWh, valor pouco mais de 7% inferior ao preço máximo para a fonte. Individualmente, o valor mais alto foi pago à térmica Santo Ângelo, que vendeu o MWh por R$ 135,45, e o mais baixo, à térmica Vista Alegre II, que recebeu R$ 133 por MWh.
Apesar de a volta da biomassa aos leilões deste ano ser motivo para comemoração entre os produtores e representantes desta indústria, as contratações ainda são consideradas modestas e os preços, baixos. O gerente de bioeletricidade da União da Indústria da Cana-de-açúcar (Unica), Zilmar de Souza, disse ao CanalEnergia que "é preciso considerar as externalidades da fonte, como a proximidade dos centros de consumo" e pediu "uma política de mais longo prazo".
Outros resultados
A concessão da usina São Manoel foi vencida pelo consórcio formado por EDP Energias, de Portugal, e Furnas, da Eletrobras. Além desta e das térmicas a biomassa, outras 16 hidrelétricas menores e 97 eólicas venderam energia no leilão .
A energia contratada soma 325.582.714,900 MWh, vendida a um preço médio de R$ 109,93 por MWh. No total, os contratos movimentaram R$ 35,8 bilhões e os investimentos previstos nas usinas somam R$ 12,8 bilhões.
Enquanto o presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Maurício Tomalsquin, destacou a contratação exclusiva de fontes renováveis, representantes das térmicas a carvão protocolaram uma carta no Ministério de Minas e Energia dizendo que os preços estabelecidos impossibilitaram as térmicas de participarem do leilão.
O resultado completo do leilão, com informações detalhadas de cada projeto, pode ser conferido
aqui.Vivian Faria - novaCana.comCom informações do
CanalEnergia e da
Reuters