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Justiça investiga invasões de terras em usinas de João Lyra


Jornal Extra (AL) - Publicado: 05 Jul 2021 - 09:14

Investigação de incêndios, invasão de áreas e até supostos abusos de usinas de cana-de-açúcar da região. O processo da massa falida da Laginha Agroindustrial, sucroenergética de João Lyra, está prestes a se tornar uma espécie de CPI, dada a necessidade de apurar estranhas situações que envolvem a ação.

Hoje, a falência está sendo administrada pela Laspro Consultores e conta com uma nova comissão de juízes formada pelos magistrados André Luis Parízio Maia Paiva, Diogo de Mendonça Furtado, Emanuela Bianca de Oliveira Porangaba e Luciano Andrade de Souza. Em 22 de junho, conforme consta nos autos do processo, a Justiça publicou uma série de providências para assuntos pendentes de resolução.

Um deles diz respeito às supostas invasões de terras da Usina Guaxuma por parte das usinas Coruripe e Seresta; sendo, a segunda, de propriedade da família do ex-governador Téo Vilela. No caso da Coruripe, o administrador do empreendimento, o ex-prefeito Joaquim Beltrão, foi intimado para prestar depoimento. Já a Seresta recebeu intimação judicial cobrando esclarecimentos sobre a denúncia.

O caso chegou ao Ministério Público do Estado (MPE) que, após analisar as manifestações das usinas acusadas, entendeu que não haveria indícios de que as terras tenham sido invadidas. No entanto, o administrador judicial discordou do ponto de vista do MPE e solicitou à Justiça a instauração de incidente de produção de provas para delimitar as terras da massa falida, verificar invasões porventura existentes e fixar eventuais danos causados. O pedido foi acatado pelo Judiciário.

Por sua vez, uma denúncia sobre a influência de Lourdinha Lyra nos rumos do processo falimentar foi desconsiderada pela nova comissão de juízes.

José Fernando Martins