NovaCana

Justiça de Araçatuba ainda não aprovou recuperação judicial da Aralco

aralco logo 150414O grupo sucroalcooleiro Aralco pediu recuperação judicial no início do mês de março, menos de um ano após emitir US$ 250 milhões em bônus para alongar dívidas
Valor Econômico 2 min de leitura
A 2ª Vara Cível de Araçatuba (SP) ainda não decidiu se aprova ou não o pedido de recuperação judicial feito pelo grupo sucroalcooleiro Aralco no início de março. A juíza que cuida do caso, Sonia Cavalcante Pessoa, nomeou um perito para analisar a documentação entregue pelo grupo. A Justiça quer avaliar se, de fato, todas as empresas que estão sob o guarda-chuva da Aralco estão em atividade, ou seja, são de fato passíveis de recuperação judicial.

No entanto, na primeira semana de abril, a juíza Sonia Cavalcante Pessoa concedeu ao grupo Aralco uma liminar "temporária" de proteção contra credores, até que seja concluída a análise dos peritos e, por consequência, seja julgado o pedido de recuperação judicial, o que deve demandar ainda algumas semanas, segundo o advogado Joel Thomaz Bastos, do escritório de advocacia Dias Carneiro, contratado pela Aralco no processo.

A juíza também já excluiu do pedido de recuperação algumas empresas pertencentes ao grupo e que não estavam em atividade. São elas as empresas Ar Transporte Ltda, Posto Verde Azul Ltda e Distribuidora de Bebidas Premium Ltda.

O grupo sucroalcooleiro Aralco pediu recuperação judicial no início do mês de março, menos de um ano após emitir US$ 250 milhões em bônus para alongar dívidas — antes da emissão, metade do endividamento líquido, na época em R$ 620 milhões, vencia até 2014.

Com a operação, 84% da dívida líquida de R$ 965 milhões da empresa ficou no longo prazo, o que aliviou a situação. No entanto, sem geração livre de caixa o grupo estava com dificuldade de pagar despesas financeiras, estava atrasado na quitação de alguns fornecedores e ainda sem recursos para investir na operação.

A empresa, que era sócia da Copersucar, tem quatro usinas localizadas no oeste paulista que somam capacidade para processar 7,2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por safra, mas no último ciclo, o 2013/14, moeu apenas 5 milhões de toneladas, abaixo das 6 milhões previstas no início da safra.

Fabiana Batista
Compartilhar: