Os quatro juízes que por mais de um ano atuaram conjuntamente à frente do processo judicial da massa falida da Laginha Agroindustrial entraram esta semana com um pedido de renúncia coletiva.
A decisão implica na perda de objeto – e consequente arquivamento – de uma ação de suspeição movida contra os magistrados pelo falido João Lyra por meio de sua filha e curadora, Maria de Lourdes Pereira de Lyra, e que seria julgada na próxima semana pelo Pleno do Tribunal de Justiça de Alagoas.
Bruno Araújo Massoud, Filipe Ferreira Munguba, Marcella Waleska Costa Pontes Garcia e Phillippe Melo Alcântara Falcão foram acusados por Lourdinha Lyra de atuarem de forma parcial no processo e sempre em favor do ex-administrador judicial José Lindoso da Silva, da Lindoso e Araújo Consultoria Empresarial Ltda, ao qual acusam de haver vilipendiado o patrimônio do extinto conglomerado de empresas antes pertencentes ao ex-deputado federal.
Relatora da exceção de suspeição que tramita no TJ desde dezembro, a desembargadora Elisabeth Carvalho Nascimento tenta há um mês colocar o processo em pauta para julgamento pelo Pleno do TJ, mas se deparou com a falta de quórum. É que seis dos 15 desembargadores se averbaram suspeitos para decidir e na última tentativa outros três estiveram ausentes da sessão.
Vera Alves