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Jornal Nacional: Caminhões gigantescos com cana-de-açúcar desrespeitam a lei em SP

O Departamento de Estradas de Rodagem determina os horários e quantidade de eixos dos caminhões para todas as estradas, muitos não respeitam.


Jornal Nacional - Publicado: 25 Set 2015 - 10:13

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Uma rota arriscada. Quem passa por lá sabe que a qualquer momento pode cruzar com um caminhão bitrem. Este tipo de caminhão é muito usado no transporte de cana de açúcar. O estado de São Paulo tem 158 usinas. E muitas vezes os caminhões rodam com excesso de carga, tornando a viagem ainda mais arriscada.

“Cada um carrega do jeito que quer”, afirma um motorista.

A legislação permite 74 toneladas em cada carroceria. Alguns saem com o dobro disso.

“Manda encher, e você tem que trazer, você é funcionário, não é mesmo?”, disse um caminhoneiro.

Os outros motoristas que usam as mesmas rodovias reclamam.

“Você não tem visibilidade. Eles são muito grandes. A gente tem carros de passeio, então é complicado também”, contou a professora Jussara Jesus Ferreira.

O DR, Departamento de Estradas de Rodagem, determina horários e número de eixos dos caminhões de cana para estrada. O da SP-473, por exemplo, tem o trânsito proibido de dia e de noite. Mas eles não respeitam, e prova disso é o caminhão que passa no momento da reportagem, carregado de cana indo em direção à usina, que fica a 10 quilômetros de lá.

A equipe do Jornal Nacional flagrou irregularidades em três rodovias da região de São José do Rio Preto. Nas três, o tráfego é proibido o dia todo. Além de rodarem onde não deviam, os motoristas ainda são imprudentes. Um deles ultrapassa em local proibido. Um outro atravessa a pista, uma manobra demorada e perigosa. E quando tem polícia no trecho um caminhoneiro avisa o outro.

“Vinte quilômetros antes você sabe onde que está”, disse um caminhoneiro.

A Polícia Rodoviária diz que é difícil fiscalizar todas as rodovias.

“O trecho de rodovia é extenso, são muitos municípios para a gente fiscalizar, muitas rodovias e muitos caminhões de cana. E a nossa viatura vai no local, naquele local você pode ter certeza que depois de parar o primeiro não tem mais passando”, afirma o tenente César Augusto da Silva, da Polícia Rodoviária Estadual.

“As usinas não param e eles também não. Para a gente a única solução é essa: é enfrentar o perigo”, afirmou um motorista.