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Itaú BBA aponta sete estratégias para sucroenergéticas em busca de recuperação financeira

dinheiro pilha 121217Mesmo em um momento delicado, case real apresentado pelo banco demonstra que é possível colocar a casa em ordem e voltar a crescer

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A princípio, a disparidade que existe entre os grupos sucroenergéticos tem apenas crescido ao longo das últimas safras. As empresas em boas condições estão melhorando sua relação lucro/dívida, enquanto as que estão com dificuldades acabam se endividando cada vez mais, correndo riscos de encerrar sua produção. Ainda assim, existem casos de grupos que conseguem aproveitar o cenário e aumentar seu lucro líquido, diminuindo os débitos e atingindo uma recuperação expressiva.

No início de novembro, o Itaú BBA divulgou seu mais recente relatório sobre acesso a financiamento e endividamento e, com ele, as informações das 67 empresas sucroenergéticas do Centro-Sul que fazem parte da sua carteira. Divididas em grupos de acordo com sua situação financeira, é possível concluir que a tendência para a próxima safra é a manutenção do padrão atual, apesar de existirem casos de migração entre os grupos.

Comparando os dados das safras de 2012/13 e 2016/17, o relatório do Itaú BBA mostra o caso de uma empresa que estava com dificuldades, dentro do grupo das piores usinas, mas que conseguiu se recuperar e se reposicionar entre as mais saudáveis, diminuindo dívidas e aumentando seu Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização). Com esta usina como exemplo, o documento também apresenta sete estratégias para reduzir custos e melhorar a eficiência das empresas, seja no campo ou nas finanças.

O case de sucesso apresentado possuía uma dívida líquida que ultrapassava R$ 140 por tonelada de cana produzida, além de um Ebitda de R$ 30 por tonelada. Em quatro safras, sua dívida diminuiu para pouco mais de R$ 80 por tonelada, enquanto o Ebitda chegou a R$ 50 por tonelada, aumentando sua liquidez.

Leia mais:

- Um case de recuperação financeira no setor sucroenergético
- Fatores que levaram à melhora
- Sete estratégias para aumentar a produção e reduzir as dívidas
- Contexto de endividamento no setor

A princípio, a disparidade que existe entre os grupos sucroenergéticos tem apenas crescido ao longo das últimas safras. As empresas em boas condições estão melhorando sua relação lucro/dívida, enquanto as que estão com dificuldades acabam se endividando cada vez mais, correndo riscos de encerrar sua produção. Ainda assim, existem casos de grupos que conseguem aproveitar o cenário e aumentar seu lucro líquido, diminuindo os débitos e atingindo uma recuperação expressiva.

No início de novembro, o Itaú BBA divulgou seu mais recente relatório sobre acesso a financiamento e endividamento e, com ele, as informações das 67 empresas sucroenergéticas do Centro-Sul que fazem parte da sua carteira. Divididas em grupos de acordo com sua situação financeira, é possível concluir que a tendência para a próxima safra é a manutenção do padrão atual, apesar de existirem casos de migração entre os grupos.

Atualmente, a prioridade das empresas do setor de açúcar e etanol é reduzir o endividamento. As eventuais melhorias nos rendimentos operacionais são utilizadas para cobrir os débitos – e não em renovações da usina ou do canavial. Dessa forma, as empresas que não estão classificadas nos grupos A e B do banco (ou seja, as de melhor situação financeira) acabam registrando dívidas crescentes e piores condições operacionais.

Porém, o documento aponta que há casos de usinas que passaram por uma recuperação expressiva, chegando a migrar de grupo e sair da área de risco. Comparando os dados das safras de 2012/13 e 2016/17, o relatório do Itaú BBA mostra uma empresa não identificada que estava com dificuldades, mas que conseguiu se recuperar e se reposicionar entre o primeiro e o segundo grupos, diminuindo dívidas e aumentando seu Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização).

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O case de sucesso apresentado possuía uma dívida líquida que ultrapassava R$ 140 por tonelada de cana produzida, além de um Ebitda de R$ 30 por tonelada. Em quatro safras, sua dívida diminuiu para pouco mais de R$ 80 por tonelada, enquanto o Ebitda chegou a R$ 50 por tonelada, aumentando sua liquidez.

Assim, a companhia saiu de uma situação de crise em que o fechamento de portas estava bem próximo e, agora, está entre as empresas de destaque no setor, com uma saúde financeira bastante sólida, um nível de custos mais baixos e um nível de alavancagem menor. Isso faz com que ela tenha boas perspectivas para melhorar sua rentabilidade ou, pelo menos, manter-se firme mesmo em um cenário de preços mais baixos, como o esperado para o ano que vem.

O analista sênior de agronegócios do Itaú BBA, Guilherme Melo, afirma que, com a adoção de um conjunto de medidas operacionais em um cenário positivo, é possível melhorar a eficiência da operação e proporcionar uma recuperação como a do gráfico. “Tivemos um bom cenário nos últimos dois anos, então, as empresas que se organizaram conseguiram aproveitar o momento de preços mais baixos para gerar caixa, reduzir dívidas, melhorar sua eficiência e diminuir custos”, explica.

O documento do Itaú BBA traz o conjunto de políticas que podem levar a uma migração positiva como a deste caso, que resulta não só na redução do endividamento, mas também no aumento da produção e da qualidade dos produtos, o que pode se converter em retornos positivos.

A seguir, conheça os sete pontos apresentados:

  1. O maior investimento em tecnologia tem sido um grande aliado na recuperação das empresas. Com a modernização industrial, os processos são mais ágeis e passam a ser monitorados, o que, por exemplo, permite o reaproveitamento de produtos que antes seriam descartados, diminuindo os custos de produção.
  2. Por sua vez, o rastreamento de máquinas e equipamentos possibilita um controle maior, garantindo um funcionamento otimizado e economizando energia.
  3. Em relação ao trabalho de campo, a otimização das operações de corte, carregamento e transporte (CCT) garante a eficiência do abastecimento de cana na usina, além de um melhor aproveitamento do tempo de funcionamento da unidade.
  4. No mesmo caminho, a redução do raio médio e dos custos de arrendamento também proporciona um menor tempo entre a colheita e a moagem, gerando economia em toda a safra.
  5. A agricultura de precisão também tem um papel importante para um melhor rendimento das empresas. Ela torna possível trabalhar de forma especializada com os terrenos para plantio e as variedades de cana-de-açúcar, o que reduz o desperdício e aumenta a produtividade, além de minimizar os danos ao meio ambiente. Assim, é possível produzir mais e com mais qualidade, diminuindo os gastos proporcionais da produção.
  6. Mas todos esses processos funcionam ainda melhor graças à criação de uma gerência para orçamentos e suprimentos. Com organização e gerenciamento, toda a rentabilidade da empresa pode ser melhor administrada.
  7. Por fim, o Itaú BBA também recomenda uma política de decisão de investimentos. Através de um controle rígido e da melhor destinação dos recursos, o resultado estará presente em maiores retornos na produtividade e, consequentemente, nos lucros.

Conforme Guilherme Melo, as empresas que estiverem aplicando essas políticas de forma efetiva podem aproveitar cenários de preços mais positivos para gerar caixa e, talvez, se recuperarem. Porém, a expectativa para a próxima safra não é a das melhores, o que pode dificultar a existência de uma migração similar no futuro próximo.

Rafaella Coury – NovaCana

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