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Itaú BBA recomenda compra de Ultra, Raízen e Vibra, de olho em melhorias no setor


InfoMoney - Publicado: 11 Dez 2024 - 10:33

Apesar de reconhecer as condições macroeconômicas desafiadoras e as frustrações de curto prazo com as ações de distribuição de combustíveis nas últimas semanas, o Itaú BBA avalia que o setor está passando por mudanças fundamentais, especialmente em relação às dinâmicas de oferta e ao combate a práticas irregulares de longa data.

Nesse contexto, o banco espera que essas alterações contribuam para um ambiente competitivo mais saudável para os maiores distribuidores no médio prazo, resultando em margens e retornos recorrentes mais sólidos no futuro.

Diante disso, o Itaú BBA manteve recomendação equivalente à compra para Raízen (preço justo final do ano fiscal de 2026 em R$ 5) e Vibra (preço justo final de 2025 em R$ 33), enquanto elevou Ultrapar para compra (preço justo final de 2025 em R$ 30).

Analistas comentam que essas ações estão sendo negociadas com descontos significativos, tanto em termos de múltiplos quanto na visão de fluxo de caixa descontado (DCF).

“Como resultado, as ações estão injustificadamente baratas, representando um ponto de entrada atraente para investidores com visão de médio prazo, dispostos a aguardar a consolidação do cenário de melhora”, completam.

Raízen

O Itaú BBA reiterou recomendação de “outperform” para a ação, ao mesmo tempo em que ajustamos nosso valor justo para o final do ano fiscal de 2026, em R$ 5 por ação (potencial de alta de 104% em relação aos preços atuais).

A Raízen está entrando em uma nova fase, fazendo a transição do ciclo de crescimento iniciado no IPO para um período focado na criação de valor. Essa etapa será conduzida sob uma nova gestão, com uma revisão planejada do portfólio, direcionada aos segmentos principais de negócios e à eficiência operacional.

Por outro lado, o Itaú BBA reconhece que a trajetória desse período de transição, bem como o seu cronograma e resultados, serão cruciais para o desempenho da empresa e, atualmente, possui visibilidade limitada sobre esses fatores.

De modo geral, o banco mantém uma perspectiva otimista para o curto prazo, destacando que os principais fatores que devem influenciar os resultados das empresas nos próximos trimestres incluem: uma oferta de etanol acima do esperado durante a entressafra, devido às dificuldades enfrentadas por produtores da região Centro-Sul para maximizar a produção de açúcar após incêndios na área; a contínua demanda robusta por etanol, aliada ao impacto da paridade com os preços da gasolina; e discussões sobre os efeitos dos incêndios na produtividade da cana-de-açúcar para a safra 2025/26, que podem ser parcialmente compensados por preços mais elevados de açúcar ao longo da curva.

Felipe Moreira