Açúcar: Mercado

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Itaú BBA prevê superávit de 5 milhões de toneladas de açúcar em 2023/24

Banco considera recuperação em vários países produtores, mas queda no Brasil


NovaCana - Publicado: 27 Ago 2024 - 10:37

O Itaú BBA estima que o mercado de açúcar apresentará um excesso de oferta nos próximos anos. Mas o saldo positivo deverá vir de outros países, afinal, a perspectiva do banco é de uma queda na fabricação brasileira do adoçante, segundo relatório assinado pelo analista Lucas Brunetti.

A primeira projeção do Itaú BBA em relação ao balanço global de açúcar em 2023/24 era de um leve excedente, com um volume menor do que 1 milhão de toneladas. Mas, com base na melhoria das safras no Hemisfério Norte e a grande temporada do Centro-Sul do Brasil, o número foi revisado para um superávit acima de 5 milhões de toneladas.

O banco lembra que, em novembro do ano passado, os preços do açúcar atingiram máximas da safra 2023/24 (outubro a setembro), chegando a 27,95 centavos de dólar por libra-peso. O período foi marcado por uma estimativa de quebra da safra indiana, o que acabou não se concretizando.

A produção indiana do adoçante, aliás, chegou a 31,8 milhões de toneladas. Os especialistas, por sua vez, estimavam que o volume mal chegaria a 30 milhões de toneladas. Assim, houve uma inversão do cenário – algo que, segundo o Itaú BBA, “surpreendeu até os mais otimistas”.

Com uma melhora na safra do Hemisfério Norte e maior disponibilidade de cana-de-açúcar no Brasil, os preços caíram para uma mínima de 18,13 centavos de dólar por libra-peso em maio. “Os fundos especulativos reverteram sua posição inicialmente comprada, chegando a ficar vendidos, o que também pressionou os preços”, complementa o relatório.

Outro fator baixista é que a produção de açúcar no Brasil está em alta devido ao clima mais seco, o que acelerou a temporada 2024/25. De acordo com a União das Indústrias da Cana-de-açúcar e Bioenergia (Unica), a região Centro-Sul fabricou 20,73 milhões de toneladas do adoçante até o final de julho, alta anual de 8%.

“Considerando que a nossa visão da safra 2024/25 indica um balanço global superavitário, os preços devem se manter pressionados no curto prazo”, destaca o banco.

Confira no texto completo, exclusivo para assinantes, mais detalhes sobre o balanço global de açúcar, além de perspectivas para a safra de cana-de-açúcar brasileira e detalhes a respeito do mercado doméstico.


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