Em relatório de mercado referente a março, o Itaú BBA foi uma das primeiras instituições a considerar os possíveis efeitos da pandemia de coronavírus sobre o agronegócio brasileiro. Em relação ao mercado de açúcar, especialmente, o banco ressaltava que pairava sobre o mercado uma “nuvem de riscos”.
Entre eles, claro, estão as incertezas quanto a intensidade e a duração dos efeitos do coronavírus sobre o fluxo comercial de produtos e sobre a taxa de crescimento da economia, o que pode impactar a demanda mundial por açúcar e afetar as perspectivas de déficit para a commodity.
A influência da pandemia sobre o petróleo também foi citada. “Isso pode reduzir ainda mais os preços do petróleo e, consequentemente, diminuir a atratividade da produção de etanol na próxima safra”, afirmam os analistas, que reforçam que um aumento na oferta brasileira de açúcar também traz impactos para os preços globais do adoçante.
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