Ao analisar resultados de fevereiro, banco aponta que os efeitos da pandemia de coronavírus sobre o setor ainda são incertos
Em relatório de mercado referente a março, o Itaú BBA foi uma das primeiras instituições a considerar os possíveis efeitos da pandemia de coronavírus sobre o agronegócio brasileiro. Em relação ao mercado de açúcar, especialmente, o banco ressaltava que pairava sobre o mercado uma “nuvem de riscos”.
Entre eles, claro, estão as incertezas quanto a intensidade e a duração dos efeitos do coronavírus sobre o fluxo comercial de produtos e sobre a taxa de crescimento da economia, o que pode impactar a demanda mundial por açúcar e afetar as perspectivas de déficit para a commodity.
A influência da pandemia sobre o petróleo também foi citada. “Isso pode reduzir ainda mais os preços do petróleo e, consequentemente, diminuir a atratividade da produção de etanol na próxima safra”, afirmam os analistas, que reforçam que um aumento na oferta brasileira de açúcar também traz impactos para os preços globais do adoçante.
Em relatório de mercado referente a março, o Itaú BBA foi uma das primeiras instituições a considerar os possíveis efeitos da pandemia de coronavírus sobre o agronegócio brasileiro. Em relação ao mercado de açúcar, especialmente, o banco ressaltava que pairava sobre o mercado uma “nuvem de riscos”.
Entre eles, claro, estão as incertezas quanto a intensidade e a duração dos efeitos do coronavírus sobre o fluxo comercial de produtos e sobre a taxa de crescimento da economia, o que pode impactar a demanda mundial por açúcar e afetar as perspectivas de déficit para a commodity.
A influência da pandemia sobre o petróleo também foi citada. “Isso pode reduzir ainda mais os preços do petróleo e, consequentemente, diminuir a atratividade da produção de etanol na próxima safra”, afirmam os analistas, que reforçam que um aumento na oferta brasileira de açúcar também traz impactos para os preços globais do adoçante.

“Adicionalmente, em um cenário de stress maior, os fundos especulativos, que possuem uma posição líquida comprada pesada (ao redor de 160 mil contratos), podem ser obrigados a liquidar posições e pressionar as cotações em Nova York”, continuam.
Outra perspectiva que pode prejudicar o mercado de açúcar é um possível aumento da taxa de câmbio, ou seja, uma desvalorização do real frente ao dólar. Para o Itaú BBA, isso pode comprometer as precificações feitas na moeda doméstica, especialmente para as próximas safras.
O banco, porém, complementa que os preços do açúcar – quando convertidos em reais – ainda oscilavam em patamares remuneradores, ao redor de R$ 1.500 por tonelada.

“Diante disso, é prudente que o produtor de açúcar fique atento as oportunidades para se proteger de possíveis quedas das cotações para níveis que possam comprometer a rentabilidade”, aconselha o banco.
Renata Bossle – NovaCana