O Itaú BBA avalia que a importação de diesel e gasolina por companhias brasileiras de distribuição não é motivo para Petrobras reduzir os preços dos combustíveis. Em comentário assinado pelo analista Diego Mendes e sua equipe, o banco ressaltou que a estatal precisa manter prêmios em relação às cotações internacionais para melhorar seu fluxo de caixa e que o volume de gasolina e diesel importado por terceiros é relativamente baixo e não implica em qualquer impacto para os negócios da petroleira.
"Se os preços do diesel e da gasolina forem reduzidos, a percepção seria muito negativa. Aumentaria a pressão sobre o fluxo de caixa", observou o Itaú BBA. O banco calcula que a cada corte de 5% no valor dos combustíveis reduzira o fluxo de caixa depois de impostos em cerca de R$ 5 bilhões. "Além disso, colocaria em questão todos os esforços que o conselho administrativo vem implementando para melhorar a situação financeira da empresa", acrescentou.
Ainda segundo Mendes e sua equipe, uma eventual redução dos preços também poderia ser vista como uma tentativa de melhorar o índice de aprovação do governo, o que também seria considerado negativo. O Itaú BBA reforçou, ainda, que os diretores executivos da estatal são os encarregados da decisão sobre reajustes no preço dos combustíveis.