Com uma carteira formada por grandes produtores rurais, que têm receita superior a R$ 30 milhões ao ano, o Itaú BBA agora amplia o leque. A estratégia é atrair os que faturam acima de R$ 5 milhões por ano e incluir toda a cadeia, dos fornecedores de insumos a tradings e frigoríficos.
“Saímos de um universo potencial de mil grupos econômicos para outro de 20 mil produtores”, estima o diretor de agronegócio, Pedro Fernandes.
Em maio, a carteira de agro do banco, sustentada por produtores, tradings, cooperativas e usinas, chegava a R$ 38,5 bilhões, 28% maior do que há um ano. A nova base de clientes deve elevar esse total para cerca de R$ 47 bilhões ao fim da safra 2020/2021, sem perder de vista o grupo já conquistado.
“Na indústria, atendemos desde o ‘middle market’ (empresas médias), que faturam de R$ 30 milhões a R$ 500 milhões, até as que superam R$ 500 milhões”, reforça Fernandes.
Ter uma equipe com experiência no setor é o ponto de partida para o Itaú BBA. O banco reforçou o time de profissionais para atender produtores e empresas em 26 escritórios espalhados pelo País, ante dez no começo do ano.
“O que atrai o cliente do agro é o conhecimento e a oferta do produto correto, na hora e no volume corretos”, ensina Fernandes.
A Selic em 2,25% ao ano e a maior familiaridade com a gestão financeira devem fazer com que compras de insumos, antes feitas uma vez por ano, possam atender a mais de uma safra, enfatiza o diretor do banco.
Outra tendência é concentrar empréstimos para investimentos e custeio em produtos mais simples – por exemplo, CPR – do que as linhas oficiais específicas. “Em 2020 não faz sentido montar operação preso a paradigmas do Plano Safra. É preciso olhar o longo prazo”, diz.
Clarice Couto, Leticia Pakulski, Isadora Duarte e Julianna Martins