A perspectiva para a safra atual de cana-de-açúcar é baixista em comparação com a temporada anterior. O canavial envelhecido, mais suscetível ao clima seco que tem sido observado nas principais regiões produtoras do Centro-Sul, faz parte da realidade de grande parte das usinas, o que influencia na produção.
Reverter esse quadro e voltar a ampliar a moagem nas próximas safras depende de investimentos em manejo, na renovação das plantações, em novas variedades e na expansão das áreas plantadas. Para isso, as empresas precisam de dinheiro, mas os financiamentos para o setor estão cada vez mais minguados.
Os dados referentes à relação de financiamentos aprovados por meio de operações não automáticas, diretas e indiretas, realizadas e divulgadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) comprovam isso, e demonstram que a presença do banco no setor está caindo anualmente.
Apesar do montante financiado até julho de 2018 já ter ultrapassado o total do ano de 2017, o primeiro semestre teve apenas 15 contratos fechados para o setor sucroenergético, sendo que 14 aconteceram entre janeiro e março. Nos últimos três meses, uma única empresa recebeu financiamento, destinado a expansão e modernização industrial.
Confira, na versão completa:
- Total recebido pelo setor no primeiro semestre de 2018
- Grupos que receberam financiamentos em 2018
- Detalhes do projeto que recebeu recursos no trimestre
- Gráficos comparativos com os últimos anos
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