“Anos complexos”. É assim que o analista de equity do BTG Pactual, Thiago Duarte, define o cenário vivido desde 2022 pelo setor sucroenergético. Em palestra realizada durante a Conferência NovaCana 2024, ele afirma que, desde um pouco antes das eleições presidenciais, as usinas encaram um momento delicado quanto ao preço do etanol, marcado pelas mudanças na precificação dos combustíveis fósseis.
“O ano passado foi muito duro para as commodities em geral. Não foi muito diferente para o açúcar, em particular no final do ano, e para o etanol ao longo do ano inteiro”, resume e segue: “Esse ano, o [preço do] etanol melhorou um pouquinho, mas o açúcar continua baixo em relação ao que estava no ano passado”.
Ele exemplifica a situação por meio do cálculo de retorno sobre o capital investido (ROIC) referente à safra 2023/24. “Na nossa melhor estimativa, o retorno médio sobre o capital investido do setor na safra passada ficou um pouco abaixo de 8%”, afirma.
Já para 2024/25, a expectativa é de um rendimento de 8,7%. “É um número extremamente baixo”, afirma Duarte, comparando esse retorno a uma taxa Selic – a taxa básica de juros da economia – de 10,5%. Entretanto, ele pondera: “Obviamente, o setor é muito heterogêneo e tem usina que ganha dinheiro. Mas, na média, o setor não remunera o custo de capital”.
Saiba mais no texto completo (exclusivo para assinantes):
- Receitas e custos do setor em 2023/24 e 2024/25
- Análise de sensibilidade do ROIC sucroenergético
- Relação entre produtividade e custos
- Perspectivas para os preços de açúcar e etanol
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