O fenômeno climático deve mesmo acontecer, mas é na intensidade que as opiniões dos especialistas divergem. Confira a opinião de cinco empresas internacionais especializadasUm ponto já parece bastante claro para os meteorologistas: as chances do El Niño realmente vir em 2014 são altas. O que divide a opinião dos especialistas é qual será a intensidade do fenômeno.
O portal NovaCana compilou a opinião de cinco empresas internacionais de meteorologia, coletadas na última semana, e revela as apostas para o fenômeno que pode atrapalhar a colheita de cana no Brasil.
Um ponto já parece bastante claro para os meteorologistas, o El Niño deve vir mesmo em 2014. O que divide a opinião dos especialistas é a intensidade com que o fenômeno virá.
O portal NovaCana compilou a opinião de cinco empresas de meteorologia e as divergências são marcantes.
A Agência de Meteorologia da Austrália, a primeira a informar sobre a possibilidade do fenômeno em 2014, reforçou nesta terça-feira (03) os alertas emitidos no início do ano. "O oceano pacífico continua com perspectiva de produzir o El Niño em 2014, com pouco mais da metade dos modelos climáticos avaliados pela Agência indicando que o El Niño se estabelecerá em agosto. O alerta de El Niño permanece, com uma indicação de pelo menos 70% de possibilidade" reforçou a agência, sem mencionar intensidade.
A Bloomberg ouviu as empresas de meteorologia Commodity Weather Group LLC (CWG) e AccuWeather Inc. e recebeu números minimizando a situação. Para elas o El Niño neste ano será provavelmente fraco, reduzindo potencialmente o impacto do evento.
A chance de um evento de fraca intensidade é de 65%, enquanto a previsão para um de maior intensidade é de 35%, disse David Streit, co-fundador da CWG. O meteorologista da AccuWeather, Dale Mohler, informou que a probabilidade de um evento fraco é de 80%. "Ele será fraco e talvez tenha intensidade moderada", apostou Mohler. Streit e Mohler atuam na área de meteorologia há três décadas.
Para Donal Keeney, meteorologista da Weather Services em Gaithersburg, Maryland (EUA), a probabilidade do El Niño ocorrer é de 85%. A chance de um evento de intensidade fraca é de 35%, e de 50% para um de intensidade moderada e 15% de forte intensidade, disse ele.
Para o Escritório Nacional de Administração Oceânica e Atmosférica do Departamento de Comércio dos EUA (NOAA, na sigla em inglês), "as possibilidades de ocorrência do El Niño aumentaram no transcorrer de 2014, ultrapassando 65% para os meses de junho, julho e agosto e atingindo o ápice de quase 80% no final desse período".
El Niños podem atrapalhar os mercados agrícolas em todo o mundo a medida em que os produtores lutam com o clima seco ou com a chuva excessiva. O grupo ABN Amro disse que, caso ocorra, a confirmação daria mais robustez aos contratos futuros de café, açúcar e cacau.
Apesar das apostas, os sinais ainda deixam dúvidas sobre como os efeitos se desenvolverão. "Ainda é difícil dizer se isso [o El Niño] será fraco ou alcançará níveis moderados", disse Streit, da CWG, em um e-mail enviado à Bloomberg. A matriz da empresa fica em Maryland, nos Estados Unidos.
A chance de um evento de menor intensidade é maior por causa do enfraquecimento na acumulação de água que fica embaixo da superfície do oceano pacífico, além da "dificuldade em se ter um enfraquecimento nos trade winds [ventos regulares que sopram todo o ano nas regiões tropicais]", disse ele.
Causados pelo aquecimento periódico dos trópicos do Pacífico, os El Niños ocorrem de forma irregular a cada período de dois a sete anos e são associados ao longo dos anos com aquecimentos globais acima do padrão.
O El Niño irá provavelmente "se estabelecer em julho e durará até oito meses", disse Mohler, da AccuWeather.
No ciclo 1997/1998, o El Niño mais forte de que se tem notícia depois de 1950, ajudou a aumentar a temperatura média em 1998 até 15 graus Celsius, de acordo com o Escritório Nacional de Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos. Em 2006/2007, o fenômeno provocou secas na região da Ásia-Pacífico, reduzindo mais da metade da produção de trigo da Austrália e prejudicando a colheita de café na Indonésia.
No Brasil o fenômeno é caracterizado por um aumento no volume de chuvas que podem atrapalhar a colheita da cana. Na Índia os ventos e chuvas não ficam tão intensos e na Austrália o clima tende a ser mais seco.
NovaCana
Com informações das reportagens da Bloomberg, Wall Street Journal e do jornal de negócios indiano The Hindu
O portal NovaCana compilou a opinião de cinco empresas internacionais de meteorologia, coletadas na última semana, e revela as apostas para o fenômeno que pode atrapalhar a colheita de cana no Brasil.
Um ponto já parece bastante claro para os meteorologistas, o El Niño deve vir mesmo em 2014. O que divide a opinião dos especialistas é a intensidade com que o fenômeno virá.
O portal NovaCana compilou a opinião de cinco empresas de meteorologia e as divergências são marcantes.
A Agência de Meteorologia da Austrália, a primeira a informar sobre a possibilidade do fenômeno em 2014, reforçou nesta terça-feira (03) os alertas emitidos no início do ano. "O oceano pacífico continua com perspectiva de produzir o El Niño em 2014, com pouco mais da metade dos modelos climáticos avaliados pela Agência indicando que o El Niño se estabelecerá em agosto. O alerta de El Niño permanece, com uma indicação de pelo menos 70% de possibilidade" reforçou a agência, sem mencionar intensidade.
A Bloomberg ouviu as empresas de meteorologia Commodity Weather Group LLC (CWG) e AccuWeather Inc. e recebeu números minimizando a situação. Para elas o El Niño neste ano será provavelmente fraco, reduzindo potencialmente o impacto do evento.
A chance de um evento de fraca intensidade é de 65%, enquanto a previsão para um de maior intensidade é de 35%, disse David Streit, co-fundador da CWG. O meteorologista da AccuWeather, Dale Mohler, informou que a probabilidade de um evento fraco é de 80%. "Ele será fraco e talvez tenha intensidade moderada", apostou Mohler. Streit e Mohler atuam na área de meteorologia há três décadas.
Para Donal Keeney, meteorologista da Weather Services em Gaithersburg, Maryland (EUA), a probabilidade do El Niño ocorrer é de 85%. A chance de um evento de intensidade fraca é de 35%, e de 50% para um de intensidade moderada e 15% de forte intensidade, disse ele.
Para o Escritório Nacional de Administração Oceânica e Atmosférica do Departamento de Comércio dos EUA (NOAA, na sigla em inglês), "as possibilidades de ocorrência do El Niño aumentaram no transcorrer de 2014, ultrapassando 65% para os meses de junho, julho e agosto e atingindo o ápice de quase 80% no final desse período".
El Niños podem atrapalhar os mercados agrícolas em todo o mundo a medida em que os produtores lutam com o clima seco ou com a chuva excessiva. O grupo ABN Amro disse que, caso ocorra, a confirmação daria mais robustez aos contratos futuros de café, açúcar e cacau.
Apesar das apostas, os sinais ainda deixam dúvidas sobre como os efeitos se desenvolverão. "Ainda é difícil dizer se isso [o El Niño] será fraco ou alcançará níveis moderados", disse Streit, da CWG, em um e-mail enviado à Bloomberg. A matriz da empresa fica em Maryland, nos Estados Unidos.
A chance de um evento de menor intensidade é maior por causa do enfraquecimento na acumulação de água que fica embaixo da superfície do oceano pacífico, além da "dificuldade em se ter um enfraquecimento nos trade winds [ventos regulares que sopram todo o ano nas regiões tropicais]", disse ele.
Causados pelo aquecimento periódico dos trópicos do Pacífico, os El Niños ocorrem de forma irregular a cada período de dois a sete anos e são associados ao longo dos anos com aquecimentos globais acima do padrão.
O El Niño irá provavelmente "se estabelecer em julho e durará até oito meses", disse Mohler, da AccuWeather.
No ciclo 1997/1998, o El Niño mais forte de que se tem notícia depois de 1950, ajudou a aumentar a temperatura média em 1998 até 15 graus Celsius, de acordo com o Escritório Nacional de Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos. Em 2006/2007, o fenômeno provocou secas na região da Ásia-Pacífico, reduzindo mais da metade da produção de trigo da Austrália e prejudicando a colheita de café na Indonésia.
No Brasil o fenômeno é caracterizado por um aumento no volume de chuvas que podem atrapalhar a colheita da cana. Na Índia os ventos e chuvas não ficam tão intensos e na Austrália o clima tende a ser mais seco.
NovaCana
Com informações das reportagens da Bloomberg, Wall Street Journal e do jornal de negócios indiano The Hindu