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As inovações que o CTC quer oferecer ao mercado sucroenergético até 2018

CTC cana pesquisa 010615Para alcançar o sonhado salto de produtividade nos canaviais, o centro revelou quais são seus principais focos de investimentos em biotecnologia

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O Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), um dos principais desenvolvedores de soluções para o mercado sucroenergético, está trabalhando para oferecer cinco novos produtos de base biotecnológica nos próximos três anos.

Para alcançar o sonhado salto de produtividade nos canaviais, o centro revelou quais são seus principais focos de investimentos em biotecnologia.

Veja a seguir:

- As 5 apostas do CTC

- A revisão de expectativas com o etanol celulósico

- O lucro líquido de R$ 5,2 milhões do CTC na safra 14/15 (na safra anterior o lucro foi R$ 7,3 milhões)

O Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), um dos principais desenvolvedores de soluções para o mercado sucroenergético, está trabalhando para oferecer cinco novos produtos de base biotecnológica nos próximos três anos.

Em balanço publicado sexta-feira (19), o CTC revelou quais são seus principais focos de investimentos em biotecnologia, o que considera a “ferramenta para o esperado salto de produtividade do canavial”.

Com o uso da transgenia, a companhia aposta em cinco características (duas delas associadas) para “oferecer vantagens econômicas, ambientais e de manejo” na produção de cana-de-açúcar. A intenção é disponibilizar comercialmente as novas variedades até 2018.

No entanto, o CTC ressalva, o prazo pode sofrer alterações relacionadas ao trâmite de aprovação comercial das plantas geneticamente modificadas, que depende da análise da Comissão Técnica Nacional de Biotecnologia (CTNBio), “estando sujeitas aos processos e aos prazos do processo regulatório vigente no país”.

As variedades transgênicas que o CTC quer oferecer ao produtor brasileiro em até três anos são:

- Cana mais produtiva: a características é obtida com a inserção de genes que conferem aumento de 25% na quantidade de toneladas de cana por hectare, em um aumento vertical da produção, propiciando produzir mais sem aumento de área.

- Cana com maior teor de açúcar: a característica é promovida por meio da inserção de um gene que contribui para aumentar em mais de 20% o teor de açúcar na produção de etanol, conferindo mais eficiência à sua produção. Desenvolvida em parceria, a variedade irá oferecer o aumento de açúcar sem aumento de peso da cana, proporcionando ganhos de logística e economia.

- Cana resistente a pragas: com esta qualidade a planta será mais produtiva e terá demanda menor de uso de agroquímicos, gerando economia também de máquinas, combustível e água no campo. No futuro, essa característica virá associada à tolerância a herbicidas, proporcionando ganhos ambientais, econômicos e de simplicidade de manejo.

- Cana tolerante a estresse hídrico: a variedade, com desenvolvimento em parceria, permitirá produzir até 15% a mais em regiões de déficit hídrico, em comparação com a mesma variedade na versão convencional. As vantagens são a flexibilização do manejo, aumento das opções de regiões para plantio e economia de água de irrigação.

Projeto de etanol celulósico

Além das plantas geneticamente modificadas, o centro de pesquisa investe em um projeto de etanol celulósico que deve entrar em escala comercial no mesmo prazo. A expectativa divulgada no balanço alonga em dois anos o prazo inicial, que projetava para 2016 a produção em grande escala.

Os trabalhos para o desenvolvimento do etanol a partir de biomassa, bagaço e palha da cana, tiveram início em 2006 e atualmente a companhia possui uma planta de demonstração, com capacidade de 3 milhões de litros, anexa à Usina São Manoel.

Com a revisão de expectativas, o CTC acredita que apenas em 2018 terá a usina funcionando plenamente. “Esse projeto está sendo desenvolvido por meio de parcerias, e a primeira planta será inaugurada funcionando em meados de 2015 em escala semi-industrial, e a comercial, até 2018.”

Com uma rota de produção baseada no uso de hidrólise enzimática, a proposta é integrar a tecnologia inovadora às usinas de primeira geração já existentes.

“O grande diferencial dessa tecnologia no CTC reside no fato de ter sido projetada para permitir total integração com a estrutura existente nas usinas, visando à otimização dos custos de instalação e operação”, valoriza a empresa.

A segunda geração deve trazer consigo a otimização de processos na indústria canavieira. Para a companhia, o aproveitamento do bagaço e da palha resultará na implantação definitiva da colheita mecanizada e na utilização de caldeiras de alto desempenho.

“Essa tecnologia deverá permitir dobrar a quantidade de etanol produzida por unidade em relação ao etanol de 1ª geração, sem necessidade de expandir a área plantada, e mantendo a autossuficiência energética industrial”.

Crescimento da receita

No exercício encerrado em 31 de março, que reflete a safra 2014/15, o CTC apresentou um lucro líquido de R$ 5,2 milhões, valor 29% inferior aos R$ 7,3 milhões registrados anteriormente. No entanto, a receita operacional cresceu 32%, para R$ 75,1 milhões. E deve continuar avançando nesta temporada.

“Em seu plano de negócio para o ano safra 2015/2016, a companhia pretende expandir em 20% seu alcance de licenciamento das variedades CTC”, anuncia o balanço. Se a meta for alcançada, a empresa prevê atingir uma receita líquida de aproximadamente R$ 95 milhões nesta safra, o que significa aumento de 25% em relação à safra anterior.

Em 2011, o CTC, até então uma sociedade sem fins lucrativos, foi transformado em sociedade de ações.

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