O Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis (Ceise BR) lamentou, em nota, a decisão da Raízen de fechar a usina Santa Elisa, na região de Ribeirão Preto (SP), simbólica na história do setor sucroenergético paulista.
A entidade informou ainda temer um “efeito cascata” sobre as empresas que prestavam serviço para a planta industrial.
“A suspensão por tempo indeterminado de uma unidade com forte representatividade histórica e operacional levanta preocupações quanto à manutenção da capacidade instalada, à preservação de empregos e ao fomento contínuo à inovação e sustentabilidade da indústria”, afirma.
Segundo a organização, o receio é que o encerramento das atividades afete indústrias locais que fazem manutenção e suporte técnico para máquinas e equipamentos da usina. O Ceise avalia que há receios sobre “o cumprimento e/ou rompimento de contratos de manutenção, suporte técnico e fornecimento já firmados com a unidade produtora para a atual safra”.
A entidade ressalta, ainda, que a decisão de interromper as atividades da usina pode “comprometer a previsibilidade dos negócios e a saúde financeira dessas empresas” e a própria “estabilidade operacional e sustentabilidade das atividades”, além da “preservação dos postos de trabalho vinculados a essa rede de atendimento”.
“Embora respeite a autonomia das decisões empresariais, o Ceise BR ressalta que movimentações dessa magnitude impactam diretamente a dinâmica industrial da cadeia produtiva, especialmente nos polos tradicionais do setor sucroenergético, como Sertãozinho e região”, acrescenta a organização.
Camila Souza Ramos