Os preços do milho seguem em queda em praticamente todas as regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP, voltando a operar nos patamares nominais observados em 2020.
Em Campinas (SP), o Indicador Esalq/BM&FBovespa registrou queda diária consecutiva em todo mês de abril.
Em 28 de abril, o indicador fechou a R$ 65,61 por saca de 60 quilos, queda de 7,1% ante o encerramento da semana anterior (R$ 70,60 por saca) e de 20,6% na comparação com o final de março (R$ 82,60 por saca).
Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário é resultado do aumento da disponibilidade doméstica do cereal e/ou da flexibilidade nos preços de venda e nos prazos de pagamento e de entregas por parte de produtores.
“Além disso, compradores estão afastados das aquisições, à espera de novas desvalorizações do cereal, fundamentados na possível colheita recorde na segunda safra deste ano”, complementam os pesquisadores.
Atualmente, a produção da safrinha de milho é estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 95,32 milhões de toneladas, 11% a mais que em 2022.
Com informações adicionais NovaCana