O Indicador Cepea/Esalq do açúcar cristal branco (Icumsa 130-180) segue em queda no mercado à vista do estado de São Paulo, informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP.
Na sexta-feira, 13, o Indicador de Açúcar Cristal Cepea/Esalq estava em R$ 97,24 por saca. O valor representa queda de 0,1% ante a posição de uma semana antes, de R$ 97,38 por saca.
“Na semana passada, o Indicador, após iniciar o período em alta moderada, registrou baixas nos dias seguintes, refletindo ajustes no mercado físico e menor volume de negociações”, afirma o Cepea, em nota.
No cenário internacional, pesquisadores do Cepea indicam que o conflito no Oriente Médio influenciou os preços do açúcar demerara negociados na bolsa de Nova York (ICE Futures). A escalada das tensões e a valorização do petróleo, que passou de cerca de US$ 72 para US$ 103 por barril, são fatores que têm impulsionado os valores externos do adoçante.
Os pesquisadores do Cepea também destacam que, caso o conflito se prolongue, os problemas logísticos para o escoamento do açúcar podem se intensificar. “Distâncias maiores, além do aumento nos custos de frete e de seguro, tendem a dificultar o transporte do produto”, ressaltam.
Além disso, o Oriente Médio é um importante destino do açúcar brasileiro. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), os países da região que vêm sendo mais afetados pelo conflito (Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Israel, Iraque e Omã) foram destino de mais de 5 milhões de toneladas de açúcar do Brasil em 2025, volume que corresponde por 15% de toda a exportação brasileira do produto.
“Parte desse açúcar poderá permanecer retida em armazéns nas regiões produtoras, aguardando condições mais seguras para o embarque”, observam os pesquisadores.
Com informações adicionais e edição NovaCana