A Índia finalmente concordou em dar 3.333 rúpias (53,52 dólares) por tonelada de subsídio para a produção de açúcar bruto, o que deve ajudar a impulsionar as exportações da commodity do segundo maior produtor do mundo, pressionando os preços globais.
O incentivo estará em vigor até 31 de março e será revisto nos meses subsequentes, disseram dois altos funcionários do governo a repórteres após uma reunião de gabinete.
Os funcionários não quiseram ser identificados, pois não estão autorizados a falar com a mídia.
A alta de subsídios preocupa o Brasil, maior produtor e exportador global. Antes mesmo de a Índia confirmar tal auxílio aos produtores, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) havia dito que há potencial de maior distorção dos preços da commodity no mercado internacional.
A medida indiana deve ajudar a Índia a reduzir a produção de açúcar refinado, depois de quatro anos consecutivos de excedente de produção e preços pouco atraentes na Índia e no exterior.
As usinas indianas tradicionalmente produzem açúcar branco, mas um excesso de oferta global tornou as exportações difíceis. Com um aumento na capacidade de refino de açúcar na Ásia e na África, a Índia tem agora a oportunidade de exportar o bruto.
O mercado esperou o anúncio do incentivo nas últimas semanas, mas o gabinete não podia decidir mais cedo devido a um impasse entre os ministros sobre a extensão do subsídio para as usinas de açúcar.
Ratnajyoti Dutta e Nigam Prusty