Dois equipamentos sem fabricação nacional destinados à indústria do etanol de segunda geração tiveram alíquota reduzidaApós a GranBio criticar a dificuldade na obtenção de tecnologia de ponta para produção de etanol celulósico, conforme reportado com exclusividade pelo portal NovaCana, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) concedeu uma redução temporária na alíquota de importação de dois equipamentos utilizados na fabricação do biocombustível avançado.
Confira a seguir mais detalhes sobre os equipamentos que não são fabricados no Brasil e que até 31 de dezembro estarão com alíquotas reduzidas.
A GranBio é uma das empresas beneficiadas pela resolução da Câmara de Comércio Exterior (Camex) que concede a redução temporária de alíquotas de importação para bens de capital sem produção nacional. A resolução Camex nº 92 foi publicada ontem (04) e contempla mais de uma centena de itens, dos quais, dois destinados à fabricação de etanol celulósico (NCM 8421.29.30 e 8439.10.90) sendo que um, pelo menos, deve beneficiar diretamente a pioneira do etanol celulósico no Brasil.
De acordo com o mecanismo, denominado ex-tarifário, até 31 de dezembro de 2013 a alíquota sobre a importação dos 123 bens de capital listados na resolução está reduzida de 14% para 2%. O primeiro item relacionado à fabricação do biocombustível é descrito como "filtros tipo prensa para produção de etanol celulósico específico para filtração de lignina do processo de pré-tratamento de biomassa Proesa". A tecnologia Proesa foi licenciada pela GranBio e pertence à usina italiana Beta Renewables, subsidiária do Grupo Mossi & Ghisolfi e do fundo TPG, a primeira no mundo a operar em escala industrial.
O outro item contempla "combinações de máquinas" e não especifica a marca ou fabricante. Este conjunto de equipamentos é destinado ao "processamento de 8t/h de biomassa para remoção de hemicelulose em solução aquosa, sob condições de projeto de até 21bar de pressão e 220ºC de temperatura e disponibilização da celulose para produção de etanol de segunda geração".
Reduzir pontualmente a carga tributária desses equipamentos facilita a internacionalização de tecnologia de ponta necessária aos projetos de segunda geração. Mas o primeiro empreendimento do gênero ainda enfrentam uma série de empecilhos. Recentemente o vice-presidente da GranBio, Alan Hiltner, relatou as dificuldades enfrentadas para a inovação no setor e defendeu um marco regulatório para a biotecnologia. Entre as reclamações estão procedimentos altamente burocráticos e mesmo impedimentos legais, que atrasam o atendimento à elevada demanda tecnológica dos projetos de segunda geração.
Amanda SchArr – NovaCana
Confira a seguir mais detalhes sobre os equipamentos que não são fabricados no Brasil e que até 31 de dezembro estarão com alíquotas reduzidas.
A GranBio é uma das empresas beneficiadas pela resolução da Câmara de Comércio Exterior (Camex) que concede a redução temporária de alíquotas de importação para bens de capital sem produção nacional. A resolução Camex nº 92 foi publicada ontem (04) e contempla mais de uma centena de itens, dos quais, dois destinados à fabricação de etanol celulósico (NCM 8421.29.30 e 8439.10.90) sendo que um, pelo menos, deve beneficiar diretamente a pioneira do etanol celulósico no Brasil.
De acordo com o mecanismo, denominado ex-tarifário, até 31 de dezembro de 2013 a alíquota sobre a importação dos 123 bens de capital listados na resolução está reduzida de 14% para 2%. O primeiro item relacionado à fabricação do biocombustível é descrito como "filtros tipo prensa para produção de etanol celulósico específico para filtração de lignina do processo de pré-tratamento de biomassa Proesa". A tecnologia Proesa foi licenciada pela GranBio e pertence à usina italiana Beta Renewables, subsidiária do Grupo Mossi & Ghisolfi e do fundo TPG, a primeira no mundo a operar em escala industrial.
O outro item contempla "combinações de máquinas" e não especifica a marca ou fabricante. Este conjunto de equipamentos é destinado ao "processamento de 8t/h de biomassa para remoção de hemicelulose em solução aquosa, sob condições de projeto de até 21bar de pressão e 220ºC de temperatura e disponibilização da celulose para produção de etanol de segunda geração".
Reduzir pontualmente a carga tributária desses equipamentos facilita a internacionalização de tecnologia de ponta necessária aos projetos de segunda geração. Mas o primeiro empreendimento do gênero ainda enfrentam uma série de empecilhos. Recentemente o vice-presidente da GranBio, Alan Hiltner, relatou as dificuldades enfrentadas para a inovação no setor e defendeu um marco regulatório para a biotecnologia. Entre as reclamações estão procedimentos altamente burocráticos e mesmo impedimentos legais, que atrasam o atendimento à elevada demanda tecnológica dos projetos de segunda geração.
Amanda SchArr – NovaCana