Nem mesmo as recentes valorizações do preço do etanol, que estimularam a produção interna, conseguiram frear as compras nacionais de biocombustível importado. Em agosto, o país importou 133,61 milhões de litros – um volume 82,9% superior aos 73,04 milhões de litros vistos em agosto de 2016.

Considerando o aspecto financeiro, a importação de etanol movimentou US$ 64,274 milhões, alta de 70,2% sobre igual mês de 2016. Isso significa que, apesar do maior volume, houve uma queda no preço médio na comparação anual, que foi de US$ 517/m³ em agosto de 2016 para US$ 481/m³ no mês passado.

Na comparação com julho de 2017, quando o preço médio foi de US$ 486/m³, a importação também apresentou aceleração. Nesse caso, houve um crescimento de 83,3%.
Com isso, o volume acumulado nos oito primeiros meses de 2017 chegou a 1,48 bilhão de litros – um valor 249,6% superior ao visto no mesmo período do ano passado.

Considerando que o recorde de importações anuais de etanol foram os 1,15 bilhão de litros registrados de janeiro a dezembro de 2011, 2017 já superou esse número em 333,87 milhões de litros. E ainda faltam quatro meses para o encerramento do ano.

Os consecutivos recordes de importação de etanol fizeram com que o setor sucroenergético pressionasse o governo para a aprovação de imposto sobre o etanol trazido de fora do país, uma vez que o biocombustível era livre de impostos.
Após meses de discussão, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) publicou a resolução em que autoriza a importação de 1,2 bilhão de litros de etanol sem taxas por um prazo de 24 meses (150 milhões de litros por trimestre). Volumes acima do limite estabelecido pela cota serão taxados em 20%.
A mudança atinge principalmente os Estados Unidos, responsáveis por quase todo o etanol importado pelo Brasil. Em 2017, o país norte-americano enviou 1,483 bilhão de litros, equivalente a 99,95% do total.
novaCana.com
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