O Conselho Internacional de Grãos (IGC, na sigla em inglês), que tem sede em Londres, elevou sua previsão de produção global de grãos na temporada 2021/22 em 6 milhões de toneladas, de 2,283 bilhões para 2,289 bilhões de toneladas, de acordo com relatório mensal divulgado na manhã desta quinta-feira, 23.
O volume representa uma alta de 3,4% na comparação com 2020/21. O ajuste foi motivado principalmente pelos bons rendimentos do milho, já que a tendência é que a temporada mundial do grão em 2021/22 disponha de uma oferta mais ampla e um nível de estoques menos apertado.
A estimativa para o consumo mundial permaneceu em 2,288 bilhões de toneladas ante 2,23 bilhões na safra anterior, enquanto a previsão de estoques subiu de 589 milhões de toneladas para 599 milhões de toneladas.
“Após quatro reduções anuais consecutivas, espera-se que os estoques mundiais se estabilizem de maneira geral, à medida que as quedas para o trigo, cevada e aveia são balanceadas por bons rendimentos de milho, sorgo e centeio”, destacou o conselho.
Para o milho, o conselho elevou a estimativa de produção em 7 milhões de toneladas, para 1,209 bilhão de toneladas. O consumo ficou estável em 1,201 bilhão de toneladas, enquanto os estoques subiram 4,4% para 282 milhões de toneladas. “O ajuste se deve a uma safra robusta nos EUA, manutenção da demanda e revisão nos estoques iniciais”, diz o conselho.
A perspectiva de produção da soja se manteve estável, mas o trigo apresentou reduções.
Em relação à safra 2020/21, o IGC manteve a sua previsão de produção global de grãos em 2,213 bilhões de toneladas. Caso confirmado, o volume total será 1,2% maior do que o estimado para a temporada anterior.
Em relação ao consumo mundial de grãos no ciclo atual, a entidade reduziu sua estimativa de 2,235 bilhões de toneladas para 2,230 bilhões de toneladas. A previsão de estoques finais aumentou de 594 milhões de toneladas para 598 milhões de toneladas.
A expectativa para a produção global de milho permaneceu sem alterações em 1,127 bilhão de toneladas. Quanto ao consumo, a projeção foi reduzida em 5 milhões de toneladas, para 1,151 bilhão de toneladas. A estimativa para os estoques de passagem foi elevada em 5 milhões de toneladas para 274 milhões de toneladas.