Os futuros de açúcar demerara registraram mais um rali ontem na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) e zeraram as perdas observadas ao longo da semana. As cotações são sustentadas pela demanda chinesa e pela perspectiva de menor oferta por parte da Índia, além das constantes chuvas no Centro-Sul do Brasil. Os 15 cents por libra-peso voltaram a figurar como resistência inicial.
Na quarta-feira, o Departamento de Alfândegas da China informou que as importações de açúcar pelo país em 2015 foram recordes. No mesmo dia, a consultoria BMI alertou para a possibilidade de a Índia não conseguir atender a meta de exportação, de 4 milhões de toneladas, no ciclo 2015/16. Essa hipótese tornou-se ainda mais concreta ontem, com relatos de que o clima seco tem prejudicado os canaviais indianos.
No Brasil, as fortes chuvas continuam a provocar estragos no interior de São Paulo, além de interromper a moagem do que resta de cana para ser colhida. Em boletim atualizado, a Climatempo prevê chuvas de 100 mm ao longo da próxima semana. No dia 27, outra frente fria deve provocar precipitações generalizadas na região.
Hoje, a Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC) traz o commitments referente a semana encerrada em 12 de janeiro. A expectativa é de redução da posição comprada, uma vez que o período foi marcado por fundos revisando seus portfólios. Em 5 de janeiro, o saldo era de 190 mil lotes.
O contrato do açúcar com vencimento em março subiu 41 pontos (2,83%) e fechou a quinta-feira em 14,88 cents/lb, com máxima de 14,98 cents/lb e mínima de 14,39 cents/lb. Maio avançou 33 pontos e terminou em 14,44 cents/lb. O spread março/maio variou de 36 para 44 pontos de prêmio para o primeiro contrato da tela.
Os ganhos se intensificaram após o rompimento dos 14,50 cents/lb, primeiro suporte. A resistência, por sua vez, voltou para os 15 cents/lb.



Nos portos brasileiros, o total de navios que aguardam para embarcar açúcar aumentou de 18 para 19 na semana encerrada quarta-feira (13), segundo levantamento da agência marítima Williams Brazil. O relatório considera embarcações já ancoradas, aquelas que estão ao largo esperando atracação e também as que devem chegar até o dia 26 de janeiro.
Foi agendado o carregamento de 471,56 mil toneladas de açúcar. A maior quantidade será embarcada no Porto de Santos, de onde sairão 479,01 mil t, ou 65% do total. Paranaguá responderá por 23% (167,65 mil t); Maceió, por 9% (70 mil t); e Recife, por 3% (24,90 mil t). Em Santos, o terminal da Copersucar deve embarcar 201,10 mil t. No da Rumo, estão agendadas 222,90 mil t, e no Teag, da Cargill/Biosev, 55 mil t no período analisado.
O Indicador de Açúcar calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) encerrou a quinta-feira em R$ 83,99/saca, baixa de 0,52% ante a véspera. Em dólar, o índice ficou em US$ 21,03/saca.
