Prêmio Produtividade com Modernidade considerou os canaviais com maior quantidade de açúcar por área e o menor Índice de Liberação Varietal (ILV)
Não basta os canaviais serem produtivos, eles também precisam ser compostos por “canas modernas”, ou seja, variedades mais novas e longevas. É isso o que defende o Instituto Agronômico de Campinas (IAC). “Uma coisa é ter produtividade em uma safra. Se o produtor está usando uma variedade que não possibilita seis a sete cortes, será penalizado depois”, explica o consultor do IAC, Rubens Braga Junior.
Para o instituto, são consideradas variedades modernas as que apresentam alto perfilhamento, algo que garante a longevidade do canavial, e que não tombem, fator que facilita a colheita e reduz os custos de produção.
Por isso, o Prêmio Produtividade com Modernidade, concedido às usinas pelo terceiro ano consecutivo, considerou dois fatores principais. O primeiro deles foi a maior quantidade de açúcar por área, isolando o estágio médio de corte, em um índice chamado TAH5. O outro critério foi o menor Índice de Liberação Varietal (ILV), uma valoração da idade média das variedades utilizadas, contada a partir do seu ano de liberação comercial.
Com isso, foi possível chegar em um terceiro indicador, o Índice de Produtividade com Modernidade (IPM), que considera a produtividade das empresas, em toneladas de açúcar total recuperável (ATR) por hectare, mas penalizando o uso de cultivares mais antigos.
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