Cana: Plantio

Cana: Plantio

IAC premia os canaviais mais produtivos e modernos e traça panorama regional

Terceira edição do Prêmio Produtividade com Modernidade considerou os canaviais com maior quantidade de açúcar por área e o menor Índice de Liberação Varietal (ILV)


NovaCana - Publicado: 14 Nov 2025 - 10:34

Não basta os canaviais serem produtivos, eles também precisam ser compostos por “canas modernas”, ou seja, variedades mais novas e longevas. É isso o que defende o Instituto Agronômico de Campinas (IAC). “Uma coisa é ter produtividade em uma safra. Se o produtor está usando uma variedade que não possibilita seis a sete cortes, será penalizado depois”, explica o consultor do IAC, Rubens Braga Junior.

Para o instituto, são consideradas variedades modernas as que apresentam alto perfilhamento, algo que garante a longevidade do canavial, e que não tombem, fator que facilita a colheita e reduz os custos de produção.

Por isso, o Prêmio Produtividade com Modernidade, concedido às usinas pelo terceiro ano consecutivo, considerou dois fatores principais. O primeiro deles foi a maior quantidade de açúcar por área, isolando o estágio médio de corte, em um índice chamado TAH5. O outro critério foi o menor Índice de Liberação Varietal (ILV), uma valoração da idade média das variedades utilizadas, contada a partir do seu ano de liberação comercial.

Com isso, foi possível chegar em um terceiro indicador, o Índice de Produtividade com Modernidade (IPM), que considera a produtividade das empresas, em toneladas de açúcar total recuperável (ATR) por hectare, mas penalizando o uso de cultivares mais antigos.

Na premiação nacional, referente à safra 2024/25, a unidade do grupo Balbo em Uberaba (MG) foi a campeã e obteve a dianteira na região do triângulo mineiro. Com 1,55 milhão de toneladas de cana moída, a usina conseguiu o menor IPM, de 14,16.

O gerente agrícola da usina, Marcus Paulo Pereira Lima, conta que a moagem estimada para 2025/26 deve ser de 3,03 milhões de toneladas de cana, com 58% de matéria-prima própria e os 42% restantes vindos de fornecedores. O objetivo é atingir 4 milhões de toneladas de moagem até 2027/28.

Ele também conta que a usina Uberaba tem 22 mil hectares de cana plantada, praticando o manejo de terceiro eixo. “A produtividade em primeiro corte é primordial para ter sucesso no ciclo”, diz.

Lima ainda destaca a importância de sistematização e conservação do solo, aplicação de subprodutos, como torta de filtro e cinza da caldeira, aplicação de corretivos conforme recomendação (calcário dolomítico, gesso, fosfato natural reativo e pó de rocha potássica), incorporação de corretivos e torta de filtro. Outras ações utilizadas são a descompactação do solo e rotação de cultura.

Entre os critérios de seleção regional para a premiação estavam o envio de dados para o Censo Varietal do IAC referente à 2024/25 e de uma planilha com informações de produção e produtividade na mesma temporada. Além disso, o produtor teria de produzir mais de 500 mil toneladas de cana na safra analisada, ter um índice de liberação varietal inferior a 15 anos e conseguir o menor IPM da região avaliada.

Mais detalhes sobre a premiação e as boas práticas no cultivo da cana estão na reportagem completa (acesso exclusivo para assinantes).


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