Financeiro

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Holding faz aporte de R$ 6 bilhões na Odebrecht Agro


Exame - Publicado: 05 Jul 2016 - 08:40

Após meio ano de tentativas de renegociar a dívida, a situação da Odebrecht Agro, braço sucroalcoleiro da Odebrecht, parece ter se resolvido. A holding fez um acordo para aportar R$ 6 bilhões, dos quais R$ 2,5 bilhões serão usados para abatimento imediato da dívida, segundo o Valor Econômico.

O débito total da empresa é de R$ 11 bilhões e a quantia que falta será paga em 13 anos. Nos cinco primeiros anos, a sucroalcooleira pagará apenas os juros da dívida com os credores e, nos oito anos seguintes, a companhia pagará a amortização da dívida principal além dos juros. Segundo uma fonte a par do assunto e consultada pelo Valor Econômico, houve redução do custo da dívida, mas a companhia preferiu não comentar esse tema.

A capitalização financeira da holding para a Odebrecht Agroindustrial conta com mais R$ 1,5 bilhão, que ficarão no caixa da companhia para financiar a manutenção de suas operações agrícolas e industriais. Dessa forma, a dívida líquida da empresa fica agora em R$ 7 bilhões.

Além disso, também de acordo com o Valor, a Odebrecht S.A. transferirá de volta à sua controlada os nove ativos de cogeração de energia elétrica a partir do bagaço de cana-de-açúcar, avaliados em R$ 2 bilhões. Essa transferência ocorrerá até 31 de março do próximo ano, quando se encerra a safra atual (2016/17). Essas unidades, que têm capacidade de geração de energia de 2,7 gigawatt-hora (GWh), podem gerar um caixa adicional à Odebrecht Agroindustrial de R$ 350 milhões a R$ 400 milhões por ano.

O braço sucroalcooleiro do grupo deve ainda mais R$ 2 bilhões em debêntures à holding, que não entraram na negociação nem na conta da dívida de R$ 11 bilhões, segundo o diretor financeiro da companhia, Alexandre Perazzo.

Ele disse também que as garantias referentes a cada dívida com os credores que foi renegociada, como ativos fixos e recebíveis de açúcar e etanol, foram mantidas, mas preferiu não dar mais detalhes da operação. Estão entre os principais credores o Bradesco, o Itaú, o Santander, o BNDES e o Banco do Brasil.

Com informações adicionais do Valor Econômico