Cana: Safra / Moagem

Cana: Safra / Moagem

Hedgepoint vê aumento de 1,7% na moagem de cana do Centro-Sul em 2025/26


Reuters - Publicado: 12 Mar 2025 - 14:56 | Atualizado: 13 Mar 2025 - 21:08

A moagem de cana-de-açúcar do Centro-Sul na safra 2025/26 está estimada em 630 milhões de toneladas, alta de 1,68% na comparação com a temporada anterior, apontou nesta quarta-feira, 12, a Hedgepoint Global Markets.

A previsão de moagem da nova safra foi mantida ante estimativa de fevereiro, mas agora a empresa especializada em gestão de risco e execução de hedge para mercados agrícolas vê uma safra 2024/25 um pouco maior.

"Apesar da recente seca em fevereiro, as condições de desenvolvimento foram, em geral, favoráveis. A melhora na umidade do solo, NDVI e temperatura permitem otimismo", avaliou o chefe do setor de açúcar para as Américas na Hedgepoint, Carlos Murilo Mello.

Ele notou que, apesar do crescimento esperado, espera-se que a safra comece de forma mais lenta, "dada a seca e os incêndios de 2024".

A produção de açúcar do Centro-Sul, principal região produtora do mundo, foi prevista em 43,3 milhões de toneladas, ante 39,96 milhões em 2024/25.

A Hedgepoint também não alterou sua projeção de produção de açúcar para 2025/26 ante a previsão de fevereiro, ao apresentar seus números nesta quarta-feira em evento sobre a abertura da safra, promovido pela consultoria Datagro.

Já a produção total de etanol do Centro-Sul na safra 2025/26 foi prevista em 34,64 bilhões de litros, ante 34,73 bilhões em 2024/25, segundo a Hedgepoint.

"A maior disponibilidade de matéria-prima, 630 milhões de toneladas de cana, combinada com a expansão esperada do etanol de milho (...) deve fazer com que os estoques de biocombustível também sejam bastante confortáveis na próxima safra", afirmou.

Segundo a Hedgepoint, essa oferta de etanol seria confortável mesmo com um eventual aumento da mistura de etanol anidro na mistura da gasolina para 30%, a partir de junho.

Esse cenário, afirmou o relatório, pode acontecer apesar da expectativa de que a demanda por energia (Ciclo Otto, etanol e gasolina) siga uma tendência de crescimento em 2025, em cerca de 2% "mesmo com os desafios econômicos esperados".

Roberto Samora