Cana: Safra / Moagem

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Hedgepoint vê possível recuperação da safra de cana do Centro-Sul em 2025/26


Reuters - Publicado: 11 Set 2024 - 07:42
Hedgepoint vê possível recuperação da safra de cana do Centro-Sul em 2025/26

Durante a Conferência NovaCana 2024, Lívea Coda apresentou projeções para as safras 2024/25 e 2025/26 de cana-de-açúcar

Ainda é cedo para se estabelecer um número para a safra de cana-de-açúcar do Centro-Sul do Brasil do ano que vem (ciclo 2025/26), mas a avaliação preliminar da Hedgepoint Global Markets é de uma recuperação frente ao período atual, atingido por seca e mais recentemente por queimadas no principal estado produtor brasileiro.

“Uma recuperação frente a 2024/25, mas ainda longe do recorde de 2023/24, é um palpite educado para uma visão preliminar de 2025/26, pois ainda é cedo para fazer uma estimativa”, disse nesta terça-feira, 10, a coordenadora de inteligência de mercado da empresa de consultoria e gestão de riscos, Lívea Coda, durante apresentação na Conferência NovaCana 2024.

A safra 2025/26 do Centro-Sul foi vista em 620 milhões de toneladas, versus 614 milhões de toneladas da temporada atual, enquanto a produção de açúcar foi estimada em 42,5 milhões de toneladas, contra 40,28 milhões no ciclo 2024/25.

A coordenadora ainda afirmou que o plantio de cana-de-açúcar em 2024 é, até o momento, menor do que em 2023, enquanto a menor área plantada neste ano pode resultar em um canavial mais velho em 2025.

Mas ela destacou que “fatores ligados à terra podem ser compensados pelo clima favorável, permitindo alguma recuperação” via produtividades, após a seca extrema pela qual passa o Centro-Sul, que também registrou queimadas em partes dos canaviais paulistas.

A cana também carrega impactos das adversidades climáticas de 2024, mas algumas usinas “estão começando a recuperar áreas anteriormente perdidas para a concorrência da soja em 2020/21”, notou Coda.

A especialista disse que, após as intempéries, espera-se que as chuvas nos próximos meses estejam próximas ou acima da média. “O clima deve ser favorável, compensando impactos da adversidade do ano anterior”, comentou.

A próxima safra seguiria sendo mais açucareira, com 52% da matéria-prima sendo destinada para o açúcar. Na atual temporada, o mix é de 49,1%, impactado pela qualidade da matéria-prima e pelos incêndios. Na previsão anterior, o valor era mais de 50% pró-adoçante.

Roberto Samora