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GVO começa safra de cana sem concluir reestruturação


Agência Estado - Publicado: 08 Abr 2015 - 09:42 | Atualizado: 30 Nov -0001 - 21:00

O Grupo Virgolino de Oliveira (GVO) inicia a safra em suas quatro unidades processadoras de cana-de-açúcar a partir do próximo dia 20 sem concluir a reestruturação financeira capaz de equacionar um passivo financeiro estimado em mais de R$ 3 bilhões. Do total, US$ 750 milhões são em bonds externos com vencimentos entre 2018 e 2022. Para resolver problemas de caixa e renegociar pagamentos de salários atrasados, acionistas precisaram vender propriedades rurais com a intervenção da Justiça e os recursos foram aportados na companhia.

Se as negociações com os credores nacionais caminham, a dívida externa do GVO disparou na esteira da alta do dólar e hoje superaria R$ 2,3 bilhões, se considerada uma cotação média da moeda norte-americana em R$ 3,10. No ano passado o valor estimado era de R$ 1,66 bilhão, com dólar pouco acima de R$ 2,20.

Recentemente, acionistas do GVO assinaram um acordo de confidencialidade (non-disclosure agreement, ou NDA da sigla em inglês) com possíveis investidores. Fontes da companhia esperam em até dois meses uma posição oficial dos interessados em fazerem aportes em troca de participações acionárias.

Além da contratação de assessorias financeiras e jurídicas, toda a gestão do GVO foi trocada. A família Ruete deixou o comando da empresa e entre as mudanças Joamir Alves, ex-superintendente da Bombril e da antiga Companhia Energética Santa Elisa (hoje empresa da Biosev/Louis Dreyfus Commodities), assumiu a presidência do GVO em janeiro.

Para a reestruturação, o GVO contratou assessorias jurídica e financeira, comandadas pelo banco de investimentos Moelis & Company.

Veja mais detalhes sobre o planejamento e a expectativa da GVO para a safra na reportagem "Apesar de momento crítico, GVO confirma operação de suas 4 usinas na safra 2015/16"

Gustavo Porto