NovaCana

Grupo Virgolino de Oliveira diminui prejuízo, mas dívida continua alta

GVO untitled4Apesar de amargar um prejuízo líquido de R$ 39,4 milhões, resultados do 1º trimestre do ano fiscal de 2015 evidenciam melhora no resultado financeiro da companhia

NovaCana 3 min de leitura

Com quatro usinas no estado de São Paulo, o Grupo Virgolino de Oliveira (GVO) registrou no 1º trimestre do ano fiscal de 2015, de maio a julho deste ano, um prejuízo líquido de R$ 39,4 milhões, contra perdas de R$ 156 milhões no mesmo trimestre do exercício anterior.

Com quatro usinas no estado de São Paulo, o Grupo Virgolino de Oliveira (GVO) registrou no 1º trimestre do ano fiscal de 2015, de maio a julho deste ano, um prejuízo líquido de R$ 39,4 milhões, contra perdas de R$ 156 milhões no mesmo trimestre do exercício anterior.

Embora tenha reduzido seu prejuízo em quase 75%, os acionistas controladores amargaram um perda líquida de R$ 26,6 milhões, enquanto os acionistas minoritários foi atribuído um resultado líquido negativo de R$ 12 milhões.

Apesar de negativo, o resultado financeiro registrado no trimestre evidencia uma melhora no desempenho da companhia, que viu suas perdas financeiras serem reduzidas de R$ 228,4 milhões, no mesmo período do ano passado, para R$ 55,3 milhões. No 4º trimestre do ano fiscal 2014, de fevereiro a abril, as perdas somavam R$ 276,6 milhões.

No comunicado enviado ao mercado esta semana, a GVO diz que está buscando “a geração de resultados positivos nos próximos períodos”. Para isso, está investindo na redução da idade média de seus canaviais, na ampliação do volume de cana própria, na automação e na modernização de sua capacidade produtiva já instalada.

A receita líquida do grupo com a venda de etanol manteve-se praticamente estável em R$ 316,1 milhões, ante os R$ 318,9 milhões registrados no trimestre anterior.

A variação do valor justo dos ativos biológicos (canaviais) continua negativa, mas foi reduzida de R$ 36,1 milhões para R$ 2,2 milhões.

Já o custo dos produtos vendidos no trimestre foi de R$ 264,1 milhões, alta de 5% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O endividamento do grupo com empréstimos e financiamentos totalizam R$ 2,2 bilhões. Conforme o documento, as dívidas vencíveis no curto prazo estão sendo substituídas por novas linhas de financiamentos de longo prazo com taxas de juros de menor custo e linhas do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Já a dívida líquida, de R$ 2 bilhões, cresceu 8% na comparação com trimestre anterior e 6,9% em relação ao 1º trimestre do ano fiscal 2014.

Leonardo Siqueira – NovaCana

Compartilhar: