Cana: Safra / Moagem

Cana: Safra / Moagem

Guidance da Raízen Energia é de moagem de até 64 mi de t em 2016/17


Agência Estado - Publicado: 19 Fev 2016 - 15:22

A Raízen Energia, joint venture entre Shell e Cosan, projeta moagem de 60 milhões a 64 milhões de toneladas de cana-de-açúcar no ano-safra 2016/17, que se inicia em abril. Caso atinja o teto da estimativa, o volume deve superar o previsto para a atual temporada, que varia de 60 milhões a 62 milhões de toneladas. Os números foram apresentados há pouco pelo diretor presidente e de Relações com Investidores, Nelson Gomes, durante teleconferência com analistas e investidores.

De acordo com o executivo, a produção de açúcar no ciclo deve ficar entre 4,2 milhões e 4,6 milhões de toneladas. Já a fabricação de etanol deve variar de 1,90 bilhão a 2,20 bilhões de litros. Gomes informou ainda que não há qualquer previsão de reativação da Usina Bom Retiro, em Capivari (SP), no próximo ciclo - a planta está fechada desde o início de 2015. Dessa forma, a Raízen Energia deve trabalhar novamente com 23 unidades na temporada.

No último trimestre do ano passado, correspondente ao terceiro do ciclo 2015/16, a Raízen processou 16,40 milhões de toneladas de cana, aumento de 41%. No acumulado de abril até dezembro, a moagem chega a 60 milhões de toneladas. Os preços alcançados com a revenda dos produtos foi de R$ 1.257 por tonelada de açúcar (+29,7%) e de R$ 1.792 por metro cúbico de etanol (+21,2%).

Combustíveis

Em relação à Raízen Combustíveis, Gomes destacou que a companhia fechou o ano passado com uma rede composta de 5.682 postos, com aumento líquido de 326 estabelecimentos. As vendas por essa rede cresceram 1% no ano passado, para 25,07 bilhões de litros.

Ontem à noite, a Cosan reportou lucro líquido de R$ 674,2 milhões no quarto trimestre do ano passado, revertendo o prejuízo líquido de R$ 83,5 milhões registrado em igual período de 2014. No acumulado de 2015, o resultado foi de lucro de R$ 666,6 milhões (+128%). O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 1,848 bilhão nos últimos três meses de 2015 (+80%).

José Roberto Gomes