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Grupo Carlos Lyra aposta em 2018/19 como uma safra de recuperação

Com a expectativa de moer aproximadamente 2,85 milhões de toneladas de cana, o Grupo Carlos Lyra, que responde pelas usinas Caeté e Marituba, projeta uma “moagem de recuperação” na temporada 2018/19

Jornal de Alagoas 3 min de leitura

Com a expectativa de moer aproximadamente 2,85 milhões de toneladas de cana, o Grupo Carlos Lyra, que responde pelas usinas Caeté e Marituba, projeta uma “moagem de recuperação” na temporada 2018/19.

De acordo com o diretor industrial Magno Brito, o grupo empresarial tem trabalhado no processo de renovação do canavial. “Estamos fazendo mais do que era previsto com a finalidade de recuperar o tempo perdido. O fornecedor tem procurado também renovar o canavial”, reforça.

Segundo Brito, o período mais seco sentido nesta moagem ocorreu até a primeira metade da safra (dezembro), registrando um ATR mais alto. “Nesta segunda fase, estamos com um ATR mais baixo. Quando chove muito, o canavial quer crescer e isso interfere na quantidade de açúcar que vem na cana. Mas, temos a certeza que a próxima safra será muito boa”, afirma.

O diretor Industrial relata ainda que, nesta safra, a exemplo da maioria das unidades industriais, o grupo reforçou a produção de etanol. “Este ano, na Caeté, tivemos a maior produção de etanol dentro de uma safra. A gente tem produzido cerca de 440 mil litros por dia, quando o nosso normal era 350 mil litros. Houve um aumento superior a 30%”, afirma.

De acordo com ele, a usina passou por um reforço na infraestrutura. “Fizemos investimentos aqui na Caeté aumentando a capacidade de produção e, agora, estamos trabalhando na ampliação a eficiência na área de fermentação”, destaca.

Segundo Brito, atualmente, as duas usinas (Caeté e Marituba) têm uma maior flexibilidade de produção: “Se for um ano com preço melhor para o açúcar, podemos ir para um mix mais açucareiro e vice-versa. Temos, hoje, uma variação deste mix que não existia no passado. Era praticamente fixo entre açúcar e álcool”.

Para Magno, as mudanças ocorridas na carga tributária do Estado contribuíram para ajudar na recuperação do setor. “Essa medida torna o nosso produto competitivo dentro e fora do Estado. Temos uma carga tributária parecida com a de Pernambuco, Sergipe e Paraíba e podemos trabalhar no mesmo patamar”, afirma e complementa: “O consumo do etanol no estado chegava ao máximo de 15%. Tudo era exportado. Hoje, temos um consumo em Alagoas representativo. Vender mais etanol e açúcar dentro do Estado é melhor para o governo. Queremos crescer no mercado interno”.

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