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Depois de deixar Copersucar, Grupo Batatais faz parceria com São Martinho para comercializar açúcar e etanol


Agência Estado - Publicado: 02 Mar 2016 - 09:58

O presidente do Grupo Batatais, Bernardo Biagi, revelou hoje que a companhia sucroalcooleira firmou parceria comercial para que a São Martinho comercialize sua produção de açúcar e etanol. A parceria durará inicialmente três anos e ocorreu depois de o Grupo Batatais deixar a Copersucar após 30 anos. O acordo com a São Martinho deve movimentar uma produção de 400 mil toneladas de açúcar e 300 milhões de litros de etanol por safra.

A Copersucar nasceu de uma cooperativa de usinas e se tornou sociedade anônima, sendo uma das maiores tradings do mundo do setor sucroenergético. A sistemática de operação da companhia "engessou" as os negócios do Grupo Batatais, segundo Biagi. "Quando se faz parte da Copersucar, ela determina as quantidades a serem negociadas e não há muita flexibilidade no negócio. É uma operação engessada e não há, por exemplo, a possibilidade de fixação de preços", explicou.

"Quando se faz parte da Copersucar, ela determina as quantidades a serem negociadas e não há muita flexibilidade no negócio. É uma operação engessada"

De acordo com o executivo, o volume negociado de açúcar com a São Martinho deve atingir 1,7 milhão de toneladas, e o de etanol ficar em 1,3 bilhão de litros com as operações em conjunto com o Grupo Batatais. "A São Martinho não aumentou sua estrutura e terá ganho de diluição de custo, porque vamos pagar parte da operação. Para o grupo (Batatais), o negócio será importante para operarmos nesse negócio, que é novidade", concluiu.

O Grupo Batatais tem unidades na cidade homônima na região de Ribeirão Preto e em Lins (SP). A companhia espera processar 6,858 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2016/2017, cuja moagem começou ontem. O volume, caso seja atingido, será 7% maior que o total de 6,32 milhões de toneladas da safra anterior.

Com os preços mais remuneradores, o grupo irá priorizar a produção de açúcar nesta safra, com alta de 30% no volume ante 2015/2016, para 8,35 milhões de sacas de 50 quilos cada. Já a produção de etanol deve atingir 296 milhões de litros, queda de 4% entre os períodos.

Grupo Batatais prevê alta de 7% na moagem e de 30% na produção de açúcar 2016/17

O Grupo Batatais, com unidades na cidade homônima na região de Ribeirão Preto e em Lins (SP), espera processar 6,858 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2016/17, cuja moagem começou ontem. O volume, se obtido, será 7% maior que o total de 6,32 milhões de toneladas de cana moído na safra anterior. Com os preços mais remuneradores, o grupo priorizará a produção de açúcar nesta safra, com alta de 30% no volume ante 2015/16, para 8,35 milhões de sacas de 50 quilos. "O açúcar sinaliza preços bastante superiores ao do etanol, diferentemente dos das últimas duas safras", disse Bernardo Biagi, presidente da companhia.

Já a produção de etanol do grupo deve atingir 296 milhões de litros, queda de 4% ante a temporada 2015/16, mas o mix de destino de matéria-prima deve ficar em 48% para o açúcar e 52% para o álcool. A produtividade deve atingir 88 toneladas por hectare nas duas usinas, alta de 2%, e o Açúcar Total Recuperável (ATR) deve ficar em 133 quilos por tonelada processada, aumento de 3%.

A unidade Batatais espera incremento de 6% na moagem, para 4,1 milhões toneladas. A produção de açúcar deve avançar 26%, para 5,8 milhões de sacas, e a de etanol recuará 9%, para 153,73 milhões de litros. Com isso, no mix de processamento da cana 56% terá como destino a produção de açúcar e 44%, a de etanol. A colheita na usina é 99,5% mecanizada.

Já a usina de Lins irá processar 2,785 milhões de toneladas, alta de 9% ante 2015/16, e a produção de açúcar deve disparar 41%, para 2,55 milhões de sacas. "Nós já estamos na terceira safra na planta de açúcar e nas duas primeiras o etanol estava com preço melhor. A fábrica de açúcar, que estava ociosa, agora vai ser usada o máximo possível", explicou Biagi. Já a produção de etanol na usina de Lins deve cair 2% ante 2015/16, para 142 milhões de litros. A unidade tem 100% da cana colhida mecanicamente.

Segundo o executivo, apesar da safra mais açucareira, o processamento das duas usinas nos meses de março e abril será destinado à produção de etanol hidratado, diante dos preços remuneradores do combustível. "Vamos dar prioridade ao hidratado, que está sendo mais necessário ao mercado e tem preços mais remuneradores", explicou Biagi.