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GranInvestimentos, controladora da GranBio, teve prejuízo de R$ 93,4 milhões em 2014

granbio-usina pronta2Com o forte aumento da dívida de curto prazo, em 2015 companhia buscará alongar vencimentos

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A GranInvestimentos, pertencente à família Gradin, que controla todos os negócios relacionados à GranBio, teve um prejuízo de R$ 93,4 milhões no exercício encerrado em 31 de dezembro de 2014. A operação no vermelho não chega a ser surpreendente ao se considerar que a holding investe, direta ou indiretamente, em meia dúzia de negócios biotecnológicos ainda em fase inicial.

O resultado agrava em 256,8% a perda de R$ 26,1 milhões, registrada em 2013, quando a maioria das empresas controladas ainda estava em instalação.

Se o resultado negativo pode ser considerado previsível para atual etapa do negócio, o forte crescimento da dívida e a intensa concentração no curto prazo chama atenção.

Os negócios da holding se dividem em dois segmentos, o principal – e mais oneroso – é representado pela GranBio, voltado à produção de etanol do celulósico e busca de soluções biotecnológicas, industriais e de biomassa necessárias ao negócio. Já a GranEnergia tem menor representatividade e aglutina investimentos em logística, prestação de serviços de construção e montagem industrial.

O segmento de etanol celulósico foi responsável por um resultado negativo em R$ 85,1 milhões, desempenho que já era esperado desde a divulgações dos resultados da Bioflex, a primeira usina do grupo, que teve um prejuízo de R$ 29,9 milhões no último ano. Por outro lado, a GranEnergia, secundária em termos de capital, ofereceu lucro líquido de R$ 6,7 milhões no período.

Para contrapor o efeito pessimista do desempenho financeiro, em seu balanço, a holding salientou as perspectivas futuras do negócio.

Veja a seguir as declarações da empresa, as três estratégias para melhorar o fluxo de caixa e o total de estoques de E2G, palha, cana-energia e insumos da empresa ao final de 2014.

A GranInvestimentos, pertencente à família Gradin, que controla todos os negócios relacionados à GranBio, teve um prejuízo de R$ 93,4 milhões no exercício encerrado em 31 de dezembro de 2014. A operação no vermelho não chega a ser surpreendente ao se considerar que a holding investe, direta ou indiretamente, em meia dúzia de negócios biotecnológicos ainda em fase inicial.

O resultado agrava em 256,8% a perda de R$ 26,1 milhões, registrada em 2013, quando a maioria das empresas controladas ainda estava em instalação. O balanço da companhia foi divulgado no último sábado, 23.

Os negócios da holding se dividem em dois segmentos, o principal – e mais oneroso – é representado pela GranBio, voltado à produção de etanol do celulósico e busca de soluções biotecnológicas, industriais e de biomassa necessárias ao negócio. Já a GranEnergia tem menor representatividade e aglutina investimentos em logística, prestação de serviços de construção e montagem industrial.

O segmento de etanol celulósico foi responsável por um resultado negativo em R$ 85,1 milhões, desempenho que já era esperado desde a divulgações dos resultados da Bioflex, a primeira usina do grupo, que teve um prejuízo de R$ 29,9 milhões no último ano. Por outro lado, a GranEnergia, secundária em termos de capital, ofereceu lucro líquido de R$ 6,7 milhões no período.

GranInvest 2014

Para contrapor o efeito pessimista do desempenho financeiro, em seu balanço, a holding salientou as perspectivas futuras do negócio.

“A sociedade e suas controladas possuem planejamento estratégico voltado para o fortalecimento de sua estrutura de capital já que as suas controladas ainda se encontram em fase pré-operacional em negócios com forte potencial de retorno”.

No último trimestre de 2014, a primeira usina da GranBio começou a produzir etanol – ainda que em escala bastante inferior à planejada – o que auxiliou no aumento de 140% da receita líquida, para R$ 156,9 milhões, ante os R$ 65,4 milhões auferidos em 2013.

O custo dos produtos vendidos foi de R$ 104,2 milhões o que assegurou um lucro bruto de R$ 52,7 milhões, alta de R$ 47,3% comparado ao registrado em 2013, quando as investidas da companhia ainda não estavam operando.

Alongamento da dívida

Se o resultado negativo pode ser considerado previsível para atual etapa do negócio, o forte crescimento da dívida e a intensa concentração no curto prazo chama atenção.

O endividamento da holding avançou 66%, passando de R$ 531,6 milhões, em 2013, para R$ 883,4 milhões, em 2014. A maior parte do aumento ficou no curto prazo, que concentra R$ 416,8 milhões da dívida, em comparação aos R$ 172,9 milhões registrados um ano antes. No longo prazo, o impacto do endividamento foi menor, de R$ 466,5 milhões ante R$ 358,6 milhões.

O planejamento estratégico da companhia está voltado para o fortalecimento de sua estrutura de capital, “já que as suas controladas ainda se encontram em fase pré-operacional em negócios com forte potencial de retorno”. Para isso, as empresas da família Gradin estão buscando alongar os vencimentos das obrigações de curto prazo, uma forma de ajustar o fluxo de caixa às obrigações futuras.

GranInvest 2014 cronograma dívida

Os credores majoritários da GranInvestimentos são BNDES/Finep, Banco Itaú e HSBC.

Para 2015 a GranInvestimentos promete um desempenho melhor, prevendo “o incremento normal das atividades operacionais de suas controladas [a companhia] projeta estrutura do capital circulante líquido mais consistente para os próximos 12 meses”.

Três medidas principais, segundo o documento, devem possibilitar a melhora futura do fluxo de caixa. A primeira delas é o alongamento das dívidas e reperfilamento para vencimento a longo prazo, seguida pelo aporte financeiro dos acionistas e a captação de novos recursos junto a instituições financeiras.

O plano já começou a ser colocado em prática pela companhia, que nos últimos meses realizou a emissão de debêntures como forma de captação.

A meta é que os novos empréstimos “permitam uma alavancagem segura e uma melhor estrutura do capital circulante”. A GranInvestimentos fez uma oferta de R$ 200 milhões em títulos de dívida, enquanto sua controlada indireta, a usina Bioflex, captou R$ 80 milhões através do mesmo tipo de operação.

Além disso, indiretamente, a companhia injetou R$ 176,4 milhões na unidade através de um aumento de capital aprovado em fevereiro.

Estoques

A companhia terminou 2014 com R$ 37,4 milhões em produtos estocados, ante os R$ 4,6 milhões registrados no ano anterior. O maior valor dos estoques é atribuído, principalmente, à matéria-prima – R$ 20,6 milhões em palha de cana e cana-energia – e aos insumos e químicos (R$ 10,2 milhões). Em etanol celulósico a companhia detinha apenas R$ 4,4 milhões, produção que foi destinada à comercialização no primeiro trimestre deste ano.

Amanda SchArr - NovaCana

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