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A exemplo da GranBio, Raízen confirma aposta na engenharia genética

iogen-fermentador-180913Em reunião com diretores da Cosan, Rubens Ometto altera estatuto da empresa e reforça a aposta no etanol celulósico
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Pouco a pouco aparecem os sinais indicando que o mercado sucroenergético será mesmo transformado com o desenvolvimento do etanol celulósico. Em uma reunião entre Rubens Ometto, presidente do conselho da Cosan, e os acionistas da empresa, ficou claro o caminho que será percorrido pelas empresas que apostam nos biocombustíveis de segunda geração.

Confira a seguir o que foi decidido na reunião e as implicações envolvendo o etanol celulósico.

Pouco a pouco aparecem os sinais indicando que o mercado sucroenergético será mesmo transformado com o desenvolvimento do etanol celulósico. No mês passado, em uma reunião entre Rubens Ometto, presidente do conselho da Cosan, e os acionistas da empresa, ficou claro o caminho que será percorrido pelas empresas que apostam nos biocombustíveis de segunda geração.

O maior grupo do setor sucroenergético alterou o estatuto social da companhia de forma a incluir em suas atividades a pesquisa, comercialização e utilização de organismos geneticamente modificados (OGM). Com isso, a Raízen, joint venture entre Shell e Cosan, descortina possibilidades para ampliar seu portfólio através do desenvolvimento biotecnológico.

De acordo com o novo estatuto da empresa, o uso das OGMs abrange desde a produção de combustíveis celulósicos que utilizam leveduras e enzimas geneticamente modificadas, até a produção de produtos químicos de alto valor agregado e a pesquisa e desenvolvimento de microrganismos. A Raízen passa a atuar na área de pesquisa genética, a exemplo da GranBio.

A Granbio conta com uma subsidiária exclusivamente voltada à pesquisa biotecnológica, a BioCelere. Entre as atribuições, o braço da empresa é responsável pelo licenciamento do uso das leveduras geneticamente modificadas que serão necessárias à fabricação do 2G no Brasil. Atualmente a BioCelere tem um processo para a liberação da levedura, fornecida pela holandesa DSM, em análise na Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). Quando entrou com o pedido no CTNBio, a Granbio chegou a afirmar que a levedura marcaria o início de uma "nova e promissora era" para o etanol.

Para atuar com OGMs, a Raízen deverá seguir o mesmo caminho, já que é a análise da CTNBio que garante a segurança dos organismos modificados, permitindo o uso comercial.

Usina 2G integrada

A mudança no estatuto precedeu em um mês o anúncio da liberação de investimentos para a construção da primeira usina de etanol celulósico da Raízen. A companhia presidida por Rubens Ometto teve aprovado, na semana passada, um financiamento de R$ 207,7 milhões para a construção de uma unidade de produção de etanol de 2ª geração (2G). O crédito oferecido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) será investido no prazo de dois anos para o estabelecimento da unidade que funcionará totalmente integrada à primeira geração da Usina Costa Pinto, em Piracicaba (SP).

Procurada pelo portal NovaCana, a Raízen informou que não falará sobre este assunto.

Amanda SchArr – NovaCana
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