Etanol: Mercado

Etanol: Mercado

Governo quer que usinas recuperem competitividade


Valor Econômico - Publicado: 22 Out 2013 - 07:32 | Atualizado: 22 Out 2013 - 09:12
O diretor do Departamento de Combustíveis do Ministério de Minas e Energia, Ricardo Dornelles, afirmou que não é possível colocar todo o problema do mercado de etanol na carga tributária da gasolina, uma vez que foi o etanol que perdeu a competitividade em relação ao combustível fóssil, devido ao aumento de custos de produção e ao não investimento em novas unidades. De acordo com dados do ministério, atualmente o barril de etanol custa US$ 111, enquanto o valor do barril da gasolina em refinarias do País é de US$ 93. "E é possível investir porque ainda há ativos depreciados disponíveis para fusões e aquisições", acrescentou.

Para ele, o etanol tem que recuperar sua competitividade. "Se querem que o 'combustível completão' ganhe espaço, que venham e ocupem esse espaço com competitividade. Não adianta dizer: esse mercado é meu, mas detonem o meu concorrente", diz Dornelles referindo-se ao pedido do setor sucroalcooleiro de elevar a tributação sobre a gasolina. Essa não seja talvez, segundo ele, uma política sustentável no longo prazo, porque, impactando a inflação, é onerosa à sociedade. "É vital para o País que esse setor cresça, mas esse crescimento não pode ser a qualquer custo".

Ele lembra que o etanol sempre teve uma carga tributária federal menor do que a da gasolina e que isentar o combustível fóssil da Cide, o que ocorreu no ano passado, foi uma medida necessária para conter a inflação. Disse ainda que o governo tem feito sua parte e destacou o aumento da proporção do etanol anidro na gasolina de 20% para 25%, redução do PIS/Cofins e o financiamento público - com estimativa de R$ 6,5 bilhões destinados para ao setor sucroalcooleiro neste ano por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Adaptado por novaCana.com
Com informações da Agência Estado