A importação de carros híbridos ficará mais barata até o fim de 2015, decidiu na quinta-feira (18) a Camex (Câmara de Comércio Exterior). O imposto será reduzido dos atuais 35% para alíquotas de 0%, 2%, 4%, 5% e 7%.
A alíquota mais alta será aplicada no veículo que entrar no Brasil totalmente montado. Se o fabricante trouxer o carro desmontado poderá ter o imposto reduzido, dependendo da quantidade de itens e de mão de obra que agregar no Brasil. O imposto também vai variar de acordo com a eficiência energética. Ou seja, de acordo com a economia que cada modelo alcançar por quilômetro rodado.
O híbrido é o veículo que tem dois motores - um elétrico e outro a combustão, que se encarrega de abastecer o elétrico. Quando o veículo atinge baixa velocidade o motor elétrico entra em ação. Os veículos têm de possuir capacidade de transporte de, no máximo, seis pessoas para ter direito ao desconto, que valerá até 31 de dezembro do ano que vem.
A resolução é uma vitória, sobretudo, da Toyota, que há meses tentava convencer o governo a dar o benefício para veículos como o Prius, o primeiro híbrido do mundo, vendido há anos na Europa e Estados Unidos.
A resolução é uma vitória, sobretudo, da Toyota, que há meses tentava convencer o governo a dar o benefício para veículos como o Prius
O Prius custa hoje mais de RS$ 120 mil no Brasil. A Toyota ainda não definiu os novos preços. A Ford também possui uma versão do Fusion híbrida.
Segundo nota da Camex, a redução do imposto "faz parte de um conjunto de medidas necessárias para a criação de um mercado e atração de investimentos para produção nacional de veículos que usem novas tecnologias de propulsão".
100% elétrico
Ficou fora da resolução publicada pela Camex o carro 100% elétrico, que precisa ser abastecido em tomadas. Sobretudo o grupo Renault-Nissan brigava pela a redução de imposto também para esse tipo de veículo. Mas, segundo os dirigentes do setor, o governo mostrou preocupação com a infraestrutura necessária para o abastecimento desse tipo de carro.
Com FolhaPress, Valor Econômico e MDIC