Mesmo sem um planejamento estratégico para o etanol no Brasil, o governo federal continua fazendo previsões sobre o futuro do mercado — e recebendo críticas.
É justamente uma dessas previsões do governo que passou por uma revisão. Este mês foi divulgado uma nova metodologia para prever os próximos dez anos do setor sucroalcooleiro.
O novo cálculo reduziu significativamente a perspectiva de produção de etanol. O motivo foi a reconsideração de uma série de premissas, como a expansão da capacidade produtiva, a evolução dos fatores de produção, o ciclo da cana, a produção de açúcar, os custos do etanol e sua competitividade em relação ao adoçante e à gasolina.
Apesar do corte no etanol e da crise que assola o setor produtivo, o cenário apontado para os próximos anos ainda é bastante otimista.
O texto a seguir revela as alterações dos índices agrícolas e industriais do setor que definiram a visão do governo para os próximos de dez anos. As novas apostas vão desde a quantidade de mudas de cana necessárias, até os ganhos esperados com a evolução do processo de fermentação.
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