A Unica possui um sonho declarado: de hoje até o final da próxima década as empresas investirão US$ 40 bilhões para construir 75 novas usinas (com capacidade média de moagem de 3,5 milhões de toneladas) e a produção de etanol alcançará 50 bilhões de litros, quase o dobro do que se produz hoje.
Só assim, diz a entidade que representa as usinas, será possível atender as metas estabelecidas pelo Brasil na COP21. O problema é que faltou combinar com o governo federal.
O Ministério de Minas e Energia, encarregado de se preocupar com a matriz energética brasileira, fez uma projeção detalhada de como o setor produtivo se organizará para fazer a produção de etanol ter um salto nos próximos anos. E a aposta do governo está em franca colisão com as perspectivas da Unica em praticamente todos os aspectos.
Para o governo, o mercado investirá muito menos, a quantidade de novas usinas será bastante restrita e, mesmo assim, o volume de etanol terá o mesmo crescimento projetado pela Unica.
O governo oferece uma análise envolvendo reativação de usinas, ampliações de capacidade, fim de algumas recuperações judiciais e, finalmente, novas usinas.
Além disso, o governo incluiu em sua avaliação quanto custa a construção de uma nova usina, seja ela apenas destilaria ou mista, e o investimento de uma unidade de cogeração.
Veja a seguir todos os detalhes do estudo do governo federal e os gráficos elaborados pelo novaCana detalhando o desenvolvimento do parque industrial esperado pelo planalto.
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