Cogeração de energia

Cogeração de energia

Governo estuda reduzir prazos de leilões de energia

Para as distribuidoras, política dos novos contratos amarra o suprimento das áreas de concessão a custos de longo prazo


EPBR - Publicado: 18 Out 2022 - 08:25

O Ministério de Minas e Energia (MME) avalia reduzir os prazos contratuais dos leilões regulados de energia, diante do cenário de baixa demanda e mudança no perfil de atendimento às distribuidoras observado este ano.

As distribuidoras avaliam que o governo deveria rever a política de novos contratos de energia, que amarram o suprimento das áreas de concessão a custos de longo prazo, enquanto o próprio governo avança com a abertura do mercado livre.

O MME propôs abrir toda a alta tensão a partir de 2024 e avançar para consumidores residenciais na segunda metade da década. O ministério conta para a demanda por reformas o crescimento da geração própria de energia.

Na sexta-feira, 14, o leilão A-5 registrou a demanda de apenas duas distribuidoras: Cemig (MG) e Equatorial Pará. A baixa contratação já era esperada para o A-5.

Dos 2.044 projetos cadastrados para a licitação (83 GW), 22 foram contratados (0,6 GW), totalizando 177 MW médios; dentre eles, apenas dois são de térmicas a biomassa de cana-de-açúcar, ambos em Goiás.