No dia 8 de abril um documento de cinco páginas, enviado em nome do governo federal, saiu dos escritórios do Ministério de Minas e Energia (MME) em Brasília direto para a Agência de Proteção Ambiental (EPA) nos EUA. O arquivo, com duas mil palavras, gira em torno do assunto que, nos últimos três meses, dominou as discussões dentro da agência norte-americana: o etanol.
O texto é assinado por Ricardo Dornelles, diretor do Departamento de Combustíveis Renováveis do MME. Além da importância do cargo que ocupa, Dornelles é conhecido no setor sucroenergético por sua posição dura e, frequentemente, contrária a dos usineiros brasileiros.
No entanto, o conteúdo do documento pode surpreender muitos envolvidos com o setor, não apenas pelas informações enviadas pelo representante do MME à EPA, mas pela posição que o governo federal defendeu em relação ao mercado brasileiro de cana-de-açúcar.
Além disso, o documento apresentado a seguir será analisado pelo órgão do governo nos EUA como a posição oficial do Brasil e ajudará a determinar a política que afetará diretamente as exportações brasileiras de etanol.
Confira abaixo os pontos mais importantes do documento.
E mais:· A posição oficial e os argumentos do governo federal enviados à EPA
· O curioso pedido por agilidade à EPA
· Para o governo a crise na oferta de etanol em 2011 foi, por um lado, positiva. Veja a explicação
· O principal objetivo do documento
· Os preços das RINs: variável mais importante na questão da exportação
· Governo defende transformação do etanol em commodity