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Governador de Minas Gerais assina termo aditivo com setor sucroenergético

Usinas que aderem ao acordo recebem um regime simplificado de tributação e, em contrapartida, destinam uma parcela do faturamento para obras de interesse público


Diário do Comércio (MG) - Publicado: 22 Ago 2019 - 07:57

O governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) assinou ontem, na Cidade Administrativa, termo aditivo a protocolo que define que os recursos correspondentes a 0,4% do faturamento anual do setor sucroenergético – um valor equivalente a R$ 37,6 milhões em 2018 e que deve ser de pelo menos R$ 160 milhões até 2022 –, sejam investidos em intervenções de interesse público.

O protocolo que vigorava até então no Estado foi assinado em 2018 e permitia às empresas associadas à Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais (Siamig) e que aderiram ao acordo, usufruíssem de um regime simplificado de tributação com a contrapartida de investir esse percentual do faturamento em obras por elas definidas.

A partir de agora, as obras e projetos que vão receber os recursos serão avaliadas por um Comitê Executivo composto pelas secretarias de Fazenda e de Infraestrutura e Mobilidade, além da Siamig.

Com a assinatura do termo aditivo, as empresas do setor sucroenergético se comprometem a reverter parte dos recursos em estudos e obras de infraestrutura viária, transporte e logística, para colocar em prática o plano de concessões divulgado pelo Estado. Assim, o governo terá condições de oferecer ao mercado trechos rodoviários para que a iniciativa privada possa administrar no futuro.

Outro compromisso firmado pelo acordo são investimentos em obras rodoviárias de interesse público com aportes na preservação, recuperação e ampliação das estradas usadas pelas empresas do segmento, proporcionando mais segurança para toda a logística da cana de açúcar e para a sociedade que circula nas estradas.

Por fim, parte dos recursos será destinada para a modernização da administração fazendária. Os investimentos serão feitos em projetos de Tecnologia da Informação (TI), para reduzir a burocracia e as obrigações acessórias para os empreendedores, por meio da digitalização de processos, o que beneficia as usinas e os contribuintes do Estado.

Na avaliação do presidente da Siamig, Mário Campos, as mudanças são positivas tanto para continuar o processo de crescimento do setor sucroenergético em Minas quanto para o Estado, que pode realocar os recursos públicos que precisariam ser usados para realizar essas ações.

“O setor ganha com a manutenção da simplificação tributária com prazo longo, que é um diferencial de Minas Gerais para esse segmento. O Estado também se beneficia porque hoje não tem recursos para investir nessas ações que vão melhorar o ambiente de negócios e atrair mais investimentos. Por fim, ganha a sociedade como um todo, principalmente nas regiões nas quais atuamos”, afirma.

Ana Carolina Dias Schenk