Através de oito indicadores, ranking avaliou e classificou as companhias com melhor desempenho entre as 30 maiores do setor sucroenergético. Lista tem a chancela da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo e da Serasa Experian
O ranking das melhores empresas com atuação no setor de açúcar e etanol demonstra que ser maior, não é necessariamente uma vantagem na busca por resultado. Entre as dez companhias mais bem avaliadas, muitos grandes grupos ficaram atrás de empresas menores e tradicionais. Embora todas as avaliadas do setor figurem entre as mil maiores empresas do Brasil, há uma imensa diferença entre elas tanto em capacidade de produção como em faturamento.
Prova disso é que a empresa premiada como a melhor do mercado canavieiro em 2013, teve um faturamento que representa somente 7% do registrado pelo maior grupo produtor, a Raízen Energia. Com três usinas, a vencedora possui uma capacidade de moagem que corresponde a menos de 10% da instalada nas 24 unidades da Raízen, que somam uma capacidade de moagem 65,5 milhões de toneladas de cana por safra.
Entre as dez melhores, seis são companhias com até três unidades produtoras. Há também duas gigantes do setor e outros dois grupos com controle de várias usinas.
Para a classificação foram medidos desempenho das empresas em oito indicadores financeiros. Os critérios utilizados na avaliação possuem a chancela da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo e da Serasa Experian.
O ranking das melhores empresas com atuação no setor de açúcar e etanol demostra que ser maior, não é necessariamente uma vantagem na busca por qualidade. Entre as dez companhias mais bem avaliadas por uma das principais publicações de economia e finanças do país, muitos grandes grupos ficaram atrás de empresas menores e tradicionais. Embora todas as avaliadas do setor figurem entre as mil maiores empresas do Brasil, há uma imensa diferença entre elas tanto em capacidade de produção como em faturamento.
Prova disso é que o Grupo Balbo, empresa premiada como a melhor do mercado canavieiro em 2013, teve um faturamento que representa somente 7% do registrado pelo maior grupo produtor, a Raízen Energia. Com três usinas, a vencedora possui uma capacidade de moagem que corresponde a menos de 10% da instalada nas 24 unidades da Raízen, que somam uma capacidade de moagem 65,5 milhões de toneladas de cana por safra.
Entre as dez melhores, seis são companhias com até três unidades produtoras. Há também duas gigantes do setor e outros dois grupos com controle de várias usinas.
A classificação foi realizada pelo Valor Econômico, que mediu o desempenho das empresas em oito indicadores: receita líquida, margem Ebitda, crescimento sustentável, rentabilidade, margem da atividade, liquidez corrente, giro do ativo e cobertura de juros. Os critérios utilizados têm a chancela da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo e da Serasa Experian.
O portal NovaCana apresenta em um infográfico as melhores do setor e classificação das dez primeiras em cada um dos indicadores. Clique na imagem para abrir o infográfico:
Grupo Balbo, o campeão
Sediado em Sertãozinho, o Grupo Balbo revelou-se o melhor no setor de açúcar e álcool no exercício correspondente à safra 2013/14, conforme o ranking Valor1000, publicado em agosto. A revista apresenta as maiores e melhores empresas do país em 26 segmentos empresariais.
A receita líquida da companhia foi de R$ 673 milhões no ano fiscal correspondente a 2013, o que a coloca como a 15ª maior sucroalcooleira e bastante abaixo das dez primeiras colocadas, todas com faturamento acima de R$ 1 bilhão. O diferencial da Balbo não é volume de vendas, mas a margem das operações.
O grupo de Sertãozinho alcançou excelentes resultados em margem Ebitda (sigla em inglês para lucro antes dos juros, imposto de renda, depreciação e amortização), margem da atividade e rentabilidade. Nos três quesitos a empresa conquistou a segunda colocação e, mesmo sem ser a primeiro em nenhum dos oito indicadores, obteve a melhor média geral.
Com três usinas, a partir da segunda metade dos anos 80 o grupo apostou em novos produtos e diversificou as atividades para driblar a crise. Além de açúcar e etanol, a Balbo comercializa bioeletricidade e levedura seca, mas o grande diferencial é produção e venda de orgânicos, produtos com maior valor agregado.
Atualmente cerca 30% da receita vem de produtos com valor agregado, vendidos essencialmente através da marca Native.
Para a safra 2014/15, a expectativa é de que a produção de açúcar orgânico alcance 53,5 mil toneladas, enquanto a fabricação do produto convencional deve chegar a 32,5 milhões de toneladas.
Entre 2005 e 2006 foi iniciada a produção de cera a partir da cana e também de álcool orgânico, que é fornecido à Natura, empresa de cosméticos, em contrato de longo prazo. Além disso, em parceria com a Usina da Pedra, há um projeto de plástico biodegradável, mas a implantação de uma nova planta comercial depende ainda de um novo parceiro.
Conforme o Valor, na última década o grupo fez aportes médios de R$ 78 milhões ao ano, mas pretende reduzir o investimento a somente R$ 30 milhões em 2015. A companhia possui endividamento estável e busca mitigar riscos diversificando a captação com vários bancos.
A busca por diversificação continua com um projeto de certificação de carbono financiado pelo Pnud, braço da ONU para o desenvolvimento. Entre 2008 e 2010 as vendas desses créditos representaram 7% da receita com energia.
NovaCana
