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Geração de bioeletricidade teve crescimento médio de 23% em 2014

bioeletricidade raizen 140514Crescimento reflete o interesse renovado pela geração de energia nas usinas de açúcar e etanol

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Os números da geração das térmicas a biomassa – que têm como principal insumo o bagaço da cana-de-açúcar – refletem aquilo que os relatórios financeiros das empresas sucroalcooleiras já demonstravam ao longo da safra 2014/15. Com preços pouco remuneradores para o açúcar e etanol, a bioeletricidade ganhou novo peso dentro das usinas.

Em um ano de crise hídrica e energia escassa, as unidades com capacidade de cogeração sobressalente puderam surfar na onda de preços teto para a energia no mercado spot, em 2014 a R$ 822,83 reais por megawatt-hora (MWh).

Isso refletiu na geração das térmicas a biomassa que cresceu, em média, 23% durante 2014, considerando apenas as usinas que operam comercialmente e a energia exportada ao sistema elétrico.

Nem mesmo a quebra de safra devido à seca que castigou as regiões tradicionais de cana-de-açúcar no centro-sul, impediu que a geração de energia verde registrasse crescimento em todos os meses de 2014.

A seguir, o desempenho da bioeletricidade ao longo de 2014 e 2013, os detalhes sobre a geração de dezembro e os novos projetos.

Os números da geração das térmicas a biomassa – que têm como principal insumo o bagaço da cana-de-açúcar – refletem aquilo que os relatórios financeiros das empresas sucroalcooleiras já demonstravam ao longo da safra 2014/15. Com preços pouco remuneradores para o açúcar e etanol, a bioeletricidade ganhou novo peso dentro das usinas.

Em um ano de crise hídrica e energia escassa, as unidades com capacidade de cogeração sobressalente puderam surfar na onda de preços teto para a energia no mercado spot, então a R$ 822,83 reais por megawatt-hora (MWh).

Isso refletiu na geração das térmicas a biomassa que cresceu, em média, 23% durante 2014, considerando apenas as usinas que operam comercialmente e a energia exportada ao sistema elétrico.

Nem mesmo a quebra de safra devido à seca que castigou as regiões tradicionais de cana-de-açúcar no centro-sul, impediu que a geração de energia verde registrasse crescimento em todos os meses de 2014.

Desempenho-das-termicas-biomassa-2013-e-2014

Crescimento constante em 2014

Durante o período de moagem no centro-sul, junho e outubro foram os meses de maior descolamento em relação à energia gerada em igual período do ano anterior. Em junho a geração aumentou 51% em relação a 2013, alcançando 3.708 MW médios. Outubro apresentou uma geração de 3.570 MW médios, 25% maior do que o registrado no ano anterior

O pico da geração em 2014 correspondeu ao ápice da safra canavieira, em agosto, quando a energia injetada no Sistema Interligado Nacional (SIN) pela biomassa alcançou 3.708 MW médios, valor 17% maior do que o registrado para o mês em 2013.

Dezembro

O aumento foi mantido mesmo em dezembro de 2014, quando a maioria das usinas encerraram a operação. No mês, as usinas termoelétricas (UTEs) alimentadas por biomassa registraram uma geração de 2.026 MW médios, evolução de 23,7% ante os 1.638 MW médios do mesmo período de 2013, conforme o acompanhamento da Câmara de Comercialização de Energia (CCEE).

Na comparação com novembro de 2014, a geração declinou 31,8%. A tendência sazonal de queda no fornecimento da energia da biomassa iniciou em outubro e deve se acentuar nos resultados de janeiro e fevereiro, quando a rigor não há operação das usinas de cana no centro-sul.

A energia da biomassa participou com 3,3% do total de 63.169 MW médios gerados no Brasil em dezembro, de acordo com a CCEE.

O fator de capacidade mensal das UTEs a biomassa foi de 0,20, o índice considera a relação entre a geração no ponto de conexão e a capacidade comercial instalada no segmento de biomassa.

Em dezembro, 223 térmicas a biomassa estavam em operação comercial, somando uma capacidade instalada de 9.994 MW (7,6% da potência nacional), com garantia física de 1.750 MW médios.

Novas térmicas

No mês foram incluídas no sistema duas térmicas a biomassa, uma delas alimentada por bagaço de cana: a UTE Rio Vermelho 2, de 40 MW de potência. Esta é a segunda térmica da Usina Rio Vermelho, da Glencane (pertencete à trading suíça Glencore), a entrar no sistema de contabilização da CCEE.

No seu primeiro mês de operação comercial a UTE Rio Vermelho 2 exportou para o SIN 11.123,32 MWh, enquanto a UTE Rio Vermelho (40 MW de potência), que já operava, injetou 7.220,25 MWh.

Amanda SchArr – NovaCana

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