Os contratos futuros de milho negociados na bolsa de Chicago subiram nesta sexta-feira, 9, impulsionados por compras técnicas e coberturas de vendidos, juntamente com suporte dos mercados acionários e de energia.
O milho ainda teve apoio adicional de um dólar mais fraco e preocupações com os embarques de grãos da Ucrânia em meio a críticas russas a um acordo relacionado ao corredor de exportação mediado pela ONU.
Traders de grãos também tomaram posições antes de um relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês), que deve ser divulgado na segunda-feira, quando a agência deve reduzir suas previsões de colheita nos EUA, principalmente para o milho.
“Algumas pessoas estão pensando que o USDA pode chegar com seu rendimento (de milho) abaixo das estimativas comerciais”, disse o estrategista-chefe de agricultura do Zaner Group, Ted Seifried. “Estamos todos de acordo que o rendimento vai cair. É apenas uma questão de quanto”, acrescentou.
O contrato do milho em Chicago subiu 16,50 centavos de dólar, encerrando a sessão a US$ 6,85 por bushel. Assim, houve um avanço de 2,9% na semana, o terceiro ganho semanal consecutivo, uma vez que as preocupações com a redução das perspectivas de rendimento elevaram o mercado.
Por sua vez, na bolsa brasileira B3, o movimento foi de retração. O contrato do milho para outubro caiu 0,37% ante a sessão anterior, para R$ 88,65 por saca de 60 quilos; já o com vencimento em janeiro de 2023 teve queda de 0,38%, indo a R$ 92,75 por saca.
Karl Plume
Com informações adicionais NovaCana