Os futuros de milho fecharam as negociações de quinta-feira, 16, em queda na Bolsa de Chicago (CBOT). O cenário foi similar ao do dia anterior, com uma diminuição após os ganhos vistos no início da sessão.
Os contratos tiveram perdas de 3,5 a 5,5 centavos de dólar. O contrato mais ativo do milho na CBOT, com vencimento em julho, teve uma retração de 5,5 centavos de dólar, ou 1,19%, indo a US$ 4,57 por bushel.
O clima durante o fim de semana no Meio-Oeste dos Estados Unidos mostra que a parte oeste do cinturão de milho está mais seca, com algumas áreas no leste seguindo o mesmo caminho. Contudo, todo o cinturão do milho deve ficar mais úmido na próxima semana.
O relatório de vendas de exportação do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) mostrou que as reservas de milho da safra antiga estavam em 742,18 mil toneladas na semana encerrada em 9 de maio, ficando no lado mais baixo das estimativas. Esse foi o menor nível em quatro semanas e representa uma queda de 16,5% em relação ao período anterior.
O México foi o maior comprador de milho dos EUA, com 244,4 mil toneladas, com o Japão comprando 241,3 mil toneladas. As reservas da nova safra chegaram ao patamar máximo em três semanas, com 128,23 mil toneladas para o México.
Por sua vez, a condição da safra de milho da Argentina foi avaliada em 14% boa ou excelente, de acordo com a Bolsa de Grãos de Buenos Aires, uma queda de 3 pontos em relação à semana anterior. A colheita no país está 25,4% concluída.
No Brasil, a B3 também registrou retrações. Os futuros de milho para julho caíram 1,63%, para R$ 59,07 por saca de 60 quilos, enquanto o contrato para setembro teve alta de 0,17%, indo a R$ 63,20 por saca.
Alan Brugler
Com tradução e informações adicionais NovaCana