Os contratos futuros de milho negociados na Bolsa de Comércio de Chicago (CBOT) caíram nesta terça-feira, 25.
Os preços dos grãos haviam sido impulsionados depois de investidas da Rússia a portos ucranianos e à infraestrutura de grãos. Os ataques levantaram preocupações sobre a oferta global de longo prazo e desencadearam uma rodada de cobertura a descoberto de fundos, disseram analistas.
Mas o mercado recuou na terça-feira, quando a Rússia pareceu desacelerar seus ataques a portos. “Não houve bombardeio durante a noite, então talvez a ofensiva tenha diminuído um pouco”, disse o presidente da U.S. Commodities, Don Roose.
Ao mesmo tempo, os contratos futuros de milho também caíram por conta de vendas técnicas e ideias de que o clima quente no Meio-Oeste dos Estados Unidos, conforme visto nesta semana, pode durar pouco.
Na CBOT, o contrato de milho com vencimento em dezembro caiu 3 centavos de dólar, indo a US$ 5,6525 por bushel. Assim, não foi possível igualar a alta de um mês registrada na segunda-feira, de US$ 5,7225 por bushel, um sinal técnico de baixa.
“Os fundos visaram isso (nível de preço) como uma área de venda se o mercado não pudesse se manter. Isso trouxe a venda de fundos e, também, um pouco de venda de agricultores”, disse o diretor de pesquisa agrícola da AgriSompo North America, Sterling Smith.
Os comerciantes continuam monitorando o clima da safra no Meio-Oeste dos EUA, à medida que o milho da região termina de polinizar, um estágio de crescimento importante para determinar os rendimentos.
Além disso, o Fundo Monetário Internacional estimou que a saída da Rússia do acordo que permite as exportações ucranianas através do Mar Negro poderia elevar os preços globais dos grãos em 10% a 15%, mas disse que continua avaliando a situação.
Na bolsa brasileira B3, o movimento foi misto, mas com retração nos contratos mais ativos. Os futuros de milho para setembro caíram 1,36%, para R$ 57,38 por saca de 60 quilos, enquanto o contrato para novembro teve queda de 1,11%, indo a R$ 61,40 por saca.
Julie Ingwersen
Com reportagem adicional de Naveen Thukral, Enrico Dela Cruz, Sybille de La Hamaide e Michael Hogan; tradução e informações adicionais NovaCana