Os contratos futuros do milho negociados em Chicago caíram nesta quinta-feira, 11, depois que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projetou que os estoques finais norte-americanos permanecerão no nível mais alto em cinco anos, apesar de uma redução em relação ao mês passado.
O USDA reduziu suas estimativas de estoque de milho do país para 2,122 bilhões de bushels, ante 2,172 bilhões de bushels em março.
Grande parte das negociações da sessão foi concentrada no relatório mensal de oferta e demanda do USDA, que se manteve firme em sua previsão de uma grande produção brasileira de milho, estimando 124 milhões de toneladas.
Com isso, o órgão continuou a apresentar um quadro diferente da safra brasileira em relação à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
No início do dia, a Conab reduziu as projeções de produção, citando o clima adverso. A estatal disse que o Brasil irá colher 110,964 milhões de toneladas de milho no ciclo agrícola de 2023/24.
O USDA ainda reduziu sua previsão para a safra de milho da Argentina para 55 milhões de toneladas, ante 56 milhões de toneladas em março, abaixo das expectativas dos analistas, de 55,6 milhões de toneladas.
Com isso, o contrato de milho mais ativo na Bolsa de Chicago (CBOT) caiu 5,50 centavos de dólar, indo a US$ 4,2875 o bushel.
A bolsa brasileira B3, por sua vez, também viu uma retração. Os futuros de milho para maio caíram 1,07%, para R$ 57,08 por saca de 60 quilos, enquanto o contrato para julho teve queda de 1,24%, indo a R$ 57,30 por saca.
Renee Hickman
Com reportagem de PJ Huffstutter, Heather Schlitz, Gus Trompiz e Naveen Thukral; informações adicionais NovaCana